Incomparáveis e Inesquecíveis!

Outro dia estive com uma insônia. Eram 3 horas da manhã e nada do sono vir. Nisso, como quase todos fazem antes de adormecer, peguei-me pensando em tudo o que tinha acontecido comigo nos últimos anos. E, inevitavelmente, lembrei-me da minha formatura de Ensino Médio.          Logicamente, eu sou muito suspeito para falar, mas foi, realmente, um momento inesquecível e, quiçá, o dia mais feliz de minha vida.
                Peguei o DVD e assisti tudo outra vez, pela enésima vez: os discursos, os momentos engraçados, alguns micos. Ouvi aquelas frases que já ecoam na minha memória como um bordão do “Zorra Total”. Senti, com prazer, todos aqueles risos e sorrisos quando mencionei algumas qualidades e situações que tínhamos vivido, em meu discurso. Me arrepiei, como das outras vezes, quando meus colegas, impulsiva e espontaneamente, levantaram-se para me aplaudir, ao fim do meu “palavrório”.
                É sempre uma emoção muito grande recordar. Mas, hoje, por um motivo que desconheço – talvez por ser meu “último” dia de férias -, foi diferente. Pensar que aquele momento tão lindo, que o final daquela história – o mais lindo que já pode ser escrito -, já passou e que a nossa convivência é tão rara, me decepcionou.
                Eu sempre tive muita sorte em estar rodeado de pessoas muito importantes. Talvez Deus tenha preferido me dar amigos à um amor de verdade. Na verdade, o que eu pensei é que se pudéssemos refazer, como um “Arquivo Confidencial” do Faustão, talvez os sentimentos que surgiriam neste novo velho momento, nos remetesse a lembrança às mesmas situações vividas naquele dia. E, assim, comprovássemos que uma filmagem nem sempre passa as mesmas impressões que o ao vivo.
                Agora, longe de todos aqueles que fizeram parte dessa história e, conseqüentemente, da minha vida, posso ver a falta que eles me fazem e a importância que cada um possui na minha vida.
                Recebi uma surpresa antes de partir que fez com que eu percebesse que eu não sou tão pouco assim. E, modéstias à parte, isso me envaideceu completamente. Agora, eu queria que esse punhado de palavras pudesse demonstrar, com emoção, todo o sentimento que agora embarga a minha voz e palpita meu coração.
                Sinceramente, o poeta tinha toda razão quando disse que enlouqueceria se perdesse todos os seus amigos. Agora, provando desse sabor um tanto amargo, um tanto azedo, não quero nem imaginar o que pode acontecer quando esse dia chegar.
        Pra poder encerrar, encontrei essas palavras de um autor que desconheço: “Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível, e que esse momento será inesquecível”.

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