Vaias e Aplausos

Numa semana com muitos destaques, positivos e negativos, selecionei o melhores para aparecerem aqui no Tarja Preta desta quinta-feira.
VAIA:
                Nem sabia, mas a ex-atriz-global Myrian Rios é deputada, pelo PDT-RJ. Tive que concordar com Walcyr Carrasco, que disse que a atriz nem era tão talentosa, mas “graciosa”. Foi num de seus discursos, como deputada, essa semana, que Myrian atacou os homossexuais e, confusa, confundiu-os com pedófilos. Disse: "Digamos que eu tenha duas meninas em casa e contrate uma babá que mostra que sua orientação sexual é ser lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica, é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. Vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus até se ela não vai cometer pedofilia contra elas. E eu não vou poder fazer nada". E, mais uma vez, vou ter que concordar com Walcyr Carrasco, que chamou-a de “BURRA” em seu blog. Ilustríssima deputada, vamos ter um pouquinho de decência, estudar ou, então, se informar sobre os assuntos pelos quais serão discutidos em plenário. #FicaDica haha Além de ridículo, a ignorância da atriz pôs à prova que o Brasil, definitivamente, precisa de uma peneira mais rigorosa na eleição de seus representantes. Detalhe: quem escolhe eles, somos nós!

APLAUSO:
                André Gonçalves e a Dança dos Famosos – esta na última semana, inclusive – já receberam aplausos aqui no Tarja Preta. Para a minha felicidade, o Domingão do Faustão trouxe as duas coisas juntas no último programa. André Gonçalves, compondo o júri artístico do quadro e, como ritmo da semana, a lambada no seu tom mais envolvente. No júri técnico, a inigualável Claudia Raia. Mas, o melhor de tudo, foi quando o ator, intérprete do gay Áureo da novela das 19, Morde & Assopra, começou a justificar seu voto e, não contente, demonstrou como se dança lambada, convidando Claudia Raia para dançar com ele. Mas, pra Fausto Silva, não foi suficiente: fez a banda improvisar uma lambada e chamou os dois para o centro do palco e, lá, deram um show. Além de divertido, contagiante. E a lambada tem disso, né? É um ritmo alegre, caliente – ui haha – e, sobretudo, admirável. Confira a cena no vídeo abaixo:

Em que mundo eu vivo?

Assim como “Fantástico” está para o domingo, “Profissão Repórter” está para a terça. E foi assim que, numa dessas terças-feiras, assisti o programa que enfocava as experiências alcoólicas dos jovens brasileiros. Os repórteres do programa visitaram as portas das faculdades e festas com forte presença de adolescentes e registraram grandes absurdos. Porém, o que mais me impressionou foi o relato de um pai sobra as constantes investidas de conselhos que ele tem dado ao filho, mas que acabam resultando em grandes, torturantes e violentas discussões.
                O garoto cursava – não sei o quê – uma faculdade particular e, ao invés de freqüentar as aulas, torrava o dinheiro do pai, além da pensão que recebia devido à morte da mãe. Assim, nasceu a pergunta-título desse texto: “Em que mundo eu vivo?”.
                Como pode alguém ser tão insensato e trocar os investimentos que os pais fizeram sobre ti por uma noite de curtição e bebedeira? Penso que é um absurdo por conta da maneira que enfrento os mesmos desafios. Ninguém disse que a faculdade seria 100% um mar de rosas. Ninguém disse, também, que não teriam festas e eventos para você aproveitar, relaxar e descontrair-se.
                Só acho injusto você trair a confiança de quem está se esforçando para que você tenha um futuro, ou então, para que você se garanta. Não há nenhuma preocupação em demonstrar interesse e fazer por onde os pais se orgulhem dos seus méritos.
                Então, fico me perguntando se eu que sou tão rígido e inflexível nos meus pensamentos ou se, talvez, seja até correto aproveitar a fase, desperdiçando dinheiro, bebendo até parar num hospital. Fase esta em que os errados não têm um pingo de senso crítico – para não falar “juízo” e parecer ainda mais careta -.
                Quando me deparei com as cenas expostas por Caco Barcellos e sua equipe de jovens repórteres, descobri um mundo que eu ainda não conhecia, fortalecendo a mais intrigante das minhas dúvidas. Não tinha noção e fiquei estarrecido quando um enfermeiro relatou, na Festa do Peão e Boiadeiro de Barretos (SP), que não existem diferenças entre meninos e meninas quanto ao índice de embriaguez e/ou coma alcoólico em festas como estas.
                E, então, estava à procura de palavras certas para encerrar este texto. Palavras ou momentos certos, como preferir. Foi quando fomos pro shopping com a família, meus pais, eu e minha irmã. Decido atravessar um saguão para admirar uma vitrine (porque se fosse rico teria entrado na loja haha), quando, de repente, uma menina, de, no máximo, 15 anos, vem em minha direção e diz: “Quer um abraço? Abraço é de graça, você não precisa pagar!”. Abracei-a, mas até decidir abraçá-la, mil coisas se passaram pela minha cabeça: seria uma aposta? Ganharia, ela, um prêmio se abraçasse 386 desconhecidos em 10 minutos? Será que alguém estava atrás de mim e ela estava conversando com essa pessoa? Mas, não. Ela realmente só queria um abraço. Meu.
                Disse que precisava encerrar este texto com boas palavras ou, então, uma boa situação. A situação, já mencionei. Para mencionar as palavras, precisarei, primeiramente, responder minha pergunta. Descobri que falta muito para eu conhecer o mundo como ele realmente é e que o mundo que eu conheço é totalmente diferente do que pintam. Talvez o meu tenha seu lado sombrio, tal qual o real, mas talvez, mesmo assim, eu ainda preferisse o meu. Agora que já expliquei, deixo as últimas palavras pro conta da inoxidável Paula Toller: “Nada sei dessa vida e fico sem saber. Nunca soube. Nada saberei [...] Vou errando enquanto o tempo me deixar”.

Vaias e Aplausos

Não escrevi semana passada. Apesar de ter bons motivos para escrever, a preguiça foi maior e me impediu de vaiar o  excesso de reportagens e “auê” que a imprensa criou em torno caso Edmilson, por exemplo. Mas, hoje, já estamos na ativa, novamente. Confira!
VAIA:
                Enjoou. Rodrigo Faro é talentosíssimo, não há dúvidas e, no papel de apresentador é mil vezes melhor como ator. Mas, aconteça, que de uns sábados pra cá, “Dança Gatinho” já não vem divertindo as nossas noites como nas primeiras vezes. As imitações do animador até podem ser idênticas, mas não sei. Falta um “quê” a mais. Talvez o Q de Qualidade... Mudar a fórmula ou ter uma escolha mais acertada das imitações poderia render o antigo sucesso que Rodrigo Faro trouxe ao seu programa. Além do sucesso que Rodrigo trouxe, houve inovação com o quadro e, o que não costuma acontecer com a Record, originalidade. Mas, desgastou tanto que perdi a vontade de rir com as peripécias de Fero. Seu programa, “O Melhor do Brasil”, vai ao ar às 18 horas, pela Rede Record, aos sábados.
APLAUSO:
                É, realmente, contagiante assistir ao “Dança dos Famosos” no “Domingão do Faustão”. No último domingo, a apresentação das mulheres no ritmo da lambada foi, realmente, pra ninguém botar defeito. À bem da verdade, os homens é que têm dado o verdadeiro show nesta edição do reality. Pude entender direito quando Fausto Silva, que comanda a atração, diz que muitas escolas de dança tiveram uma procura enorme durante a exibição do quadro. Sinceramente, deve ser muito bom chacoalhar o esqueleto em ritmos diferentes. Além de que pode ser um exercício muito divertido. Outro aspecto que notei nesta edição do “Dança dos Famosos” diz respeito aos competidores: os homens são muito mais conhecidos do que as mulheres. Mas, voltando ao assunto, a liberdade que os homens têm demonstrado enquanto dançam pode ser a explicação pela qual o grupo tem se dado melhor do que as mulheres. Vejamos onde tudo isso vai dar e quem será o grande vencedor desta edição. O dominical é exibido pela TV Globo às 18 horas.

Tudo por você

Envolta em meus braços, te arranquei gargalhadas ao te fazer cócegas. Foi um riso tão gostoso que guardo-o até agora na minha lembrança. Ele ecoa pelos corredores do meu peito e, ao mesmo tempo, eterniza-se na solidão da minha alma.
                Quando escorei-me em seu peito e, em seguida, abracei-te forte, não tinha outro sentido, senão tê-la por aqueles mínimos instantes que, para mim, foram eternos.
                Entenda que todas essas sensações que provoquei em você foram as minhas formas de dizer: “Olha aqui,sua boba, eu to aqui porque amo você”! Para vivê-las novamente, basta aceitar todo esse amor e dar uma chance à nós.
                Permita-se receber esse carinho, pois prometo cobri-la com as melhores emoções. Enquanto você pensa, eu estarei aqui, fazendo poesia com os momentos que eu pude ter ao seu lado. Eu, somente eu e mais ninguém, tenho a receita para te fazer a mulher mais feliz do mundo.

Vida de pedestre

Entre os arranha-céus das grandes metrópoles, carros trafegam com um ritmo apressado. Do mesmo jeito, trabalhadores buscam seus lares, todo fim de tarde. Famílias passeiam entre os parques e praças aproveitando os poucos momentos que podem passar juntos. E, no meio de tudo isso, eu: sem carro, saindo do serviço, cansado.
                E foi num dia tumultuado como esse que eu pude perceber como é ser pedestre numa cidade grande e as humilhações que estamos expostos e dispostos diariamente. Os carros, sejam eles de qualquer for marca e modelo (do mais sofisticado ao mais modesto), sentem-se tão poderosos que parecem ocupar um espaço elevado numa hierarquia que, a meu ver, nem existe. Digo isso porque, ao atravessar uma rua, em que não há semáforo, são poucos os carros que permitem que nós, os pedestres, atravessemos a faixa de segurança. Além disso, nos dias de chuva, com as poças formadas – ainda mais numa cidade esburacada como Dourados -, a lama torna-se um acessório à nossa vestimenta. Torna-se quase um perigo, pois o zelo e o cuidado para que cheguemos “inteiros” até o destino final passam a ser essenciais no trajeto.
                Além desse caos, há o transporte coletivo. Primeiramente, o horário (de hora em hora), depois a superlotação. Tem dias que tem tanta gente que é quase um sufoco. E haja paciência, e dá-lhe força de vontade!
                Têm dias que nascem com uma grande potencialidade para serem um grande dia. Mas essas circunstâncias nos deixam tão afoitos que a potencialidade para ser um grande dia, acaba ficando apenas na poesia.

Vaias e Aplausos

                Hoje não é quinta-feira, mas a proposta é a mesma: vamos ver o que não pegou bem e quem mandou super-bem na semana? Vaias e Aplausos, excepcionalmente, nessa sexta-feira.
VAIA:
                Venho usado essa expressão constantemente e, inevitavelmente, usarei outra vez: Estamos perdendo – e muito – com a nossa dramaturgia brasileira. Há alguns dias me referi aos humorísticos e resolvi trazê-los aqui novamente. A versão mais condensada da consagrada esquete do “Zorra Total”, Fernandinho e Ofélia, está decaindo aos poucos. Mas, a bem da verdade, não estou aqui pra falar do programa, nem do quadro, mas da atriz, Claudia Rodrigues. Depois de interpretar a divertidíssima Marinete, no extinto “A Diarista”, a comediante foi, gradativamente, perdendo o espaço na TV. Certos de que o seriado ainda continuaria sendo um sucesso e, para nosso deleite, um agradabilíssimo programa para às terças-feiras. Ou, então, para o próprio sábado à noite. Uma ressalva: não estou criticando Cláudia, muito pelo contrário. Estou fortalecendo minha idéia de tê-la, na TV, com mais destaque. “Zorra Total” é exibido pela TV Globo, aos sábados, às 22:30 horas.
APLAUSO:
                Talvez uma das notícias mais comentadas da semana tenha sido o último jogo de Ronaldo, o Fenômeno, na Seleção Brasileira de Futebol. Não sou habilidoso nessa arte, mas vou me atrever a elogiá-lo pela sua atuação no futebol. Lógico, com ele, o Brasil foi aclamado e aplaudido – pelo menos no futebol, né? Poucos são os atletas que têm esse privilégio de tornar o país reconhecido pela sua figura ou pelos seus trabalhos. Não deixo de citar Pelé que, sempre será, o maior jogador brasileiro de todos os tempos. Não sou admirador da pessoa Ronaldo Fenômeno – apesar de saber de seu engajamento em campanhas sociais, o que acho louvável -, mas, contra fatos, não existem argumentos. Portanto, Parabéns a Ronaldo Nazário pelo talento e por todo sucesso que conquistou ao longo de sua carreira.

Doze de junho para um solteiro

Ainda não tive a experiência de passar o dia dos namorados namorando e, por isso, decidi me namorar e fazer do meu 12 de junho um dia apaixonante pra mim mesmo. Decidi programar um domingo romântico, valorizando a pessoa que, na verdade, mais precisa de mim, me valoriza mais e, acima de tudo, me ama muito: eu mesmo.
                Descobri, embora não sem sacrifícios, que quem realmente vai estar do meu lado pro resto da vida, quem vai aceitar as minhas opiniões, quem não vai me recriminar quando eu tomar uma atitude um tanto incorreta vai ser apenas eu.
                Por isso, domingo, quando todos os outros estiverem se presenteando, jantando à luz de velas, se divertindo eu estarei fazendo o mesmo.
Acordarei junto de mim mesmo, e me cobrirei de beijos. Trarei o café na cama e, depois, colocarei um filme romântico para eu assistir abraçado ao cobertor e a um capuccino quente.
À tarde, a programação muda. Vou procurar uma praça, com banquinhos e pombas brancas e lerei um livro para que as horas passem deliciosamente e eu nem perceba.
Vou me arrumar elegantemente, passar o perfume mais cheiroso e vou pro restaurante mais chique – e caro – da cidade.
                Lá, escolherei a mesa mais farta e me entregarei o presente que comprei há umas duas semanas: a chave do meu Porsche. Farei cara de espanto e surpresa para que o dia seja realmente mais completo.
                Talvez assim, terei mais certeza de que me amando e confiando em mim as oportunidades de passar o próximo 12 de junho acompanhado serão bem maiores.