Feliz Ano Velho!

               
                É com muita alegria que, hoje, eu escrevo o último texto do Tarja Preta do ano. E, como não poderia deixar de ser – o título já remete essa sensação – vamos fazer desse último momento de 2011 nas linhas do blog, um momento de boas lembranças, nostalgia e único, para nos lembrarmos daqui pra frente.
                Nessa época em que muitos estão fazendo o seu balanço final de ganhos e perdas, de erros e acertos, eu não pude deixar de fazer o meu levantamento. Não na ponta da caneta, mas em modo de reflexão. E, no fim das contas, percebi que 2011 foi um ano de muitas felicidades e, a maioria delas, você acompanhou junto comigo. Conheci tantas pessoas incríveis, passei a ter uma casa para chamar de minha e conquistei vitórias que, anos anteriores, me deixavam bastante desanimados por serem tão difíceis de terem seu alvo, finalmente, acertado. Logicamente, o Tarja Preta é um dos responsáveis por fazer do meu 2011 um ano diferente de todos os outros.
                Esse texto já estava no cronograma do blog desde o seu início. E, a princípio, ele se chamaria “2011: o ano do amor” porque, realmente, amei e fui muito amado. A saudade de casa aumentando cada vez mais e, por conta do meu primeiro emprego, tive uma única oportunidade de encontrar meus amigos durante o ano todo. Mas foi pelo amor a todas essas pessoas que eu vivi e não me deixei por derrotado. E, para 2012, vou ter a obrigação de torná-lo melhor do que o ano que agora se finda. Continuar amando e tendo esperanças de que os dias melhores serão a minha maior meta.
                Olha, já vai ser meia-noite! Ergamos um brinde na espera dos primeiros raios de sol desse 2012 que, por enquanto, só engatinha. Não esqueçamos de viver o ano nos seus últimos instantes. Façamos valer a pena um pouco a cada dia. Que venham, por aí, novos desafios, mais diversões e histórias incríveis para serem contadas aos nossos filhos, netos, bisnetos e, quiçá, para o pelotão de descendentes inteiro! Que 2012 venha com muita força, uma força capaz de renovar esperanças, enxugar lágrimas e fazer cada dia um novo dia!
                À você que está lendo esse post nesse momento e que, por acaso ou por fidelidade, acompanhou cada história e cada pensamento neste ano que passou, junto comigo, o meu desejo é que você tenha um Ano Novo repleto de realizações, novas conquistas e um bocado de alegrias para comemorar! Obrigado pela sua companhia, pois é com ela que eu conto para as próximas surpresas que 2012 reserva para o nosso Tarja Preta! E, à você que tornou meu 2011 especial, meu carinho, meu agradecimento e meu único pedido: não me deixe só, porque você me faz muito feliz! Feliz Ano Novo!


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É Natal!


                 Mais uma vez, é Natal. E, ultimamente, natal tem sido uma época do ano muito comovente pra mim. Um período mais que reflexão, de gratidão, de confraternização. Natal tornou-se um momento muito sublime, de emoções contidas virem à tona e deixar se envolver por elas.
Com o passar do tempo, a gente passa a atribuir novos valores pra tudo na vida. E com o Natal, com o MEU Natal, foi assim também. Deixo de esperar pelo Papai Noel me trará um bom presente (o carrinho de controle remoto, o jogo mais moderno, etc.) e passo a ter a certeza que Papai Noel – ou Papai do Céu - ajudará aquele que precisa de um prato de comida, aquele que não tem onde morar e aquele que não tem a quem abraçar.
É triste confessar, mas já não acredito tanto em Papai Noel. E era uma fase muito linda quando acreditava-se, porque a fantasia de criança é capaz de exercer a função mais incrível do ser humano: sonhar. Porque do que é feita a nossa vida, senão de sonhos? Quem é que nunca deixou o sapatinho na janela, a espera de um doce? Quem nunca chorou quando encontrou o bom velhinho? É dessa inocência de criança que, além de formar a fantasia, carrega a esperança de ter um sonho realizado.
À meia-noite deste sábado, quando os sinos da cidade soarem as doze badaladas, enchamos nossos corações com a mesma esperança. Tenhamos a fé de que Jesus está nascendo para salvar o coração daqueles que, por desesperança, tenham se entregado ao léu. Que Deus, com o nascimento de seu filho, Jesus Cristo, abençoe a vida de todos os seus outros filhos, eu e você, que tanto batalhamos durante todo o ano, que passamos por desafios quase invencíveis, nos dando força e saúde para continuarmos nossa missão.
       Que o seu Natal seja rodeado de pessoas queridas e que o verdadeiro espírito de Natal envolva o seu coração e o de sua família, fazendo renascer, dentro de você, a mesma fé de Deus ao nos enviar o nosso Salvador. Feliz Natal!





PS: O Tarja Preta, com muita satisfação, anuncia o seu retorno. Aguarde as próximas emoções! Seja você também mais um membro: basta clicar no link ao lado (Fazer login), preencher os seus dados de alguma rede social e pronto!

COMUNICADO

Queridos leitores!
     É com uma enorme satisfação que torno a escrever para vocês, neste espaço que é só nosso. O comunicado que vos escrevo nesse momento é mais explicativo do que propriamente um comunicado. Quero que saibam que, no decorrer dos últimos meses, estive envolvido com as provas finais do semestre na faculdade a qual curso. É importante esclarecer que, depois desses eventos, tive a infelicidade de um dano atingir meu computador. Por sorte, não perdi os arquivos, mas a utilização do instrumento tornou-se impossível.
     Com alegria, informo-lhes que, muito em breve, estarei novamente à ativa. Com textos prontos, que ainda não foram divulgados e outros que povoam essa mente, cobrindo-a de idéias, o Tarja Preta, nesse momento dá uma pausa - infelizmente. Mas, retornaremos o mais rápido possível para dividirmos muitas opiniões.
      Caso não nos "encontremos" antes do fim do ano, preciso dedicar a minha mensagem. Afinal, 2011 se despede de minha história com a impressão de ter sido um dos melhores anos de minha vida. Tanto profissional quanto pessoalmente, embora não completo em todos os sentidos, recebi muitas alegrias e conquistei sonhos que, talvez, deveriam se prolongar por alguns anos. Dentre esses objetivos, a concretização do Tarja Preta, com toda certeza, está agregando volumosamente o saldo positivo deste ano inesquecível. Espero que as próximas conquistas tenham o sabor delicioso que 2011 trouxe para minha vida e que, assim como eu, você possa encontrar muitas razões para acreditar na possibilidade de um ano novo promissor. Que o seu 2012 seja incrível e que Deus esteja abençoando esses desejos. Obrigado por cada clique que te trouxe até aqui. Contigo contigo para o próximo ano e para as próximas postagens que, se Deus quiser, trarão diversão, informação e entretenimento para todos nós. Um abençoado Natal e que o nascimento de Jesus desperte a alegria da chegada do Salvador. Deus abençoe a todos. Feliz 2012!

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Vaias e Aplausos

             Outubro se despediu deixando, na mídia, vestígios de rompimento de duplas, boatos de gravidez de astro pop e outras fofoquinhas mesquinhas. Novembro chegou e nos traz a certeza das últimas vaias e, com grata surpresa, uma grande atriz teve seu clímax nos últimos capítulos do remake que terminou na semana passada. Confira!
VAIAS:
                O Tarja Preta News, confesso, é que tem me mantido atualizado na rixa entre Globo e Record. Foi num desses cliques que o meu impasse das Vaias foi decretado para essa semana. Dizia, na última vez que o Vaias e Aplausos foi ao ar, que não sabia se deveria vaiar a Globo – por exibir as imagens do PAN sem os créditos à Record – ou a Record – fazendo-se de vítima e insultando a emissora carioca. Mas o que realmente me fez indignar-me com a emissora do bispo Edir Macedo – que tantas e tantas vezes já foi denunciada por fraudes nas igrejas evangélicas, que pecado! – foram duas noticias veiculadas no portal da rede, o R7.com. As manchetes, por si só, traduzem a  briga de egos que tornou-se a concorrência pelo ibope. Lia-se: “A Globo escondeu o Brasil por puro orgulho, diz vice-presidente da Record” e “Jogos Pan-Americanos fazem Globo ter o pior outubro de sua história”. Não preciso nem dizer onde e quem se sentiu mesmo menosprezada com toda essa história, né? Além disso, logo nas primeiras semanas, blogueiros e jornalistas noticiavam a derrota da Record nos índices de audiência que, mesmo com o ritmo de “O Astro” caindo, a Globo ainda era a líder de audiência. Num certo domingo, que não sei dizer qual foi, até Sílvio Santos, com aquele programinha pra idoso de domingo à noite, esteve no páreo pela liderança, assumindo por 11 minutos à frente do dominical “Fantástico”, da Globo. Então, caríssimos, sentem e chorem, porque a grande potência que é a emissora do grupo Roberto Marinho está muito longe de ser abalada por àqueles que até hora extra banem os funcionários. Implantar uma idéia e fazer com que o público passe a acreditar nessas falsas afirmações não é legal, mas, principalmente, antiético. Eu sei que esse assunto vocês dominam com destreza, mas deixa em off?
APLAUSOS:
                O último capítulo de “O Astro” teve lá suas fraquezas - Herculano tinha, praticamente, sete, oito, nove, mil duzentas e quinze vidas -, mas é impossível não citar a performance brilhante de Regina Duarte em suas últimas cenas. A atriz, que foi muito criticada por suas caretas chamadas de “forjadas”, teve seu momento de glória quando, no fim, revelou-se autora do grande mote da teledramaturgia brasileira – que, apesar de não ter tido os mesmos efeitos da primeira versão da história, em 1978 – “Quem matou Salomão Hayalla?”. A bem da verdade, desconfiei desde o primeiro momento que sua personagem, a viúva Clô, era a verdadeira assassina. Regina Duarte, há tempos, estava merecendo um grande destaque na TV. Soube, dias atrás, que a atriz foi, por um bom tempo, afastada das novelas por conta de um depoimento em favor da campanha do, hoje governador de São Paulo, José Serra. A Globo, que sempre esteve ao lado do poder, repudiou a atitude da atriz e achou por conveniente afastá-la de suas produções. Desde Selva de Pedra (1972), um dos primeiros grandes sucessos da emissora, escrito, claro, pela Nossa Senhora das Oito, Janete Clair, até a viúva Porcina, de Roque Santeiro (1985), as três Helenas de Manoel Carlos, a incrível Maria do Carmo, de Rainha da Sucata (1990), a pobre batalhadora Raquel, de Vale Tudo (1988) que a Globo lhe devia um grande destaque. Interpretação excelente, dramas na medida e o sucesso que já era esperado para a atriz. Curiosidade: com o fim de O Astro, a Globo já trabalha no novo projeto: um remake – ou releitura – de Gabriela, cravo e canela, do autor baiano Jorge Amado. Fifis de plantão contam que Walcyr Carrasco, responsável por contar a nova versão da história, faz questão de ter a Gabriela da primeira vez, Sônia Braga, e a diva da vez, Regina Duarte. É esperar para ver.

Pra quando eu morrer

Nunca escondi que meu mais recôndito instinto do meu ser tem uma curiosidade pela morte. Na verdade, sinto um prazer enorme em falar sobre a morte, em saber o que acontece depois que estamos livres disso. Pra quem me conhece bem mais do que essas mal traçadas linhas, sabe que eu mal queria existir. Mas, já que a gente não escolhe, o jeito é encarar e esperar os anos passarem e chegar a minha hora.
                Mas, enquanto esse dia não chega – e não que eu esteja esperando ansiosamente por ele – fico pensando no que acontece assim que fechamos os olhos pela última vez. Imaginar é possível e, por isso, acredito na idéia de que partimos para um segundo plano. A vida nova, a segunda vida que chamam. Lá, podemos, com a ajuda do Pai, observar tudo o que acontece aqui em baixo, avaliar, corrigir e fazer justiça.
                Só que não quero falar de espiritualidade. Minha proposta, hoje, é refletir sobre como será o dia que meu cronômetro zerar. Será que os outros vão rir, chorar ou agradecer por terem se livrado de mim? Será que vou ter realizado tudo aquilo que um dia eu tinha sonhado? Será que alguém preparará alguma homenagem de honras à minha pessoa? E o que é pior: será que alguém se corroerá de arrependimento por não ter aceitado o amor que um dia eu devotei?
                Essas dúvidas são tão traidoras que me corre um calafrio na espinha ao indagá-las. Mas, vou fazer os meus pedidos, já que não sei o que o futuro me reserva.
                Por favor, chorem. Talvez o choro simbolize a melhor expressão de uma perda. Não que eu signifique alguma coisa, mas acho bonito. Até porque, até onde sei, nunca ninguém chorou por minha causa. Nem por ódio nem por alegria. Quando chorar, eu não poderei mais enxugar as suas lágrimas, mas terão outros que farão isso por mim.
                Se eu partir antes dos meus pais, por favor, dêem toda a atenção e solidariedade à eles. Na certa, eles não entenderão o porquê Deus quis me ter por perto dEle. Eles precisarão de qualquer afago e, com certeza, àqueles que forem meus amigos, terão maior consideração por eles...
                Falando em amigos... a gente viveu tanta coisa bonita, né? Pois tenho alguns pedidos à lhes fazer: peguem os meus livros e montem uma pequena biblioteca; nesse mesmo espaço, coloquem uma mesa para estudos e, na decoração, papéis de parede com os meus textos; depois que a cerimônia do meu velório terminar, se reúnam em algum lugar qualquer, mas que represente a nossa história e revejam as nossas fotos, riem, relembrem momentos marcantes que vivemos juntos, dos risos que provoquei, dos temores que causei.
                Aos corações que cativei e aos que se sentiram obrigados a conviver comigo, sinto em ter roubado o tempo de cada um e, por isso, é que minha vontade de nem ter existo é tão grande. Àquelas que tiveram, por algum período, um espaço maior no meu coração: algumas ainda tenho saudade, algumas tenho repugnância, outras ainda nutro um carinho especial; só queria saber, antes de partir, se, no fundo, no fundo, consegui despertar um sentimento de “quase-envolvimento”. Aos que se incomodaram muito com a minha presença, lamento: nem eu tenho culpa de ter nascido.
                E, quanto à mim, sentir-me-ei livre, de uma vez por todas, daquilo que não deveria nem ter acontecido. E, onde quer que eu esteja, sentirei a falta de cada um, mais do que eu já sinto.

Vaias e Aplausos

Nesta quinta-feira, fortes emoções são reservadas pro Vaias e Aplausos. Confira!

VAIAS:
                Na verdade, mesmo, não sei de qual emissora eu me envergonho. Acontece que, com a detenção dos direitos de exibição dos jogos Pan-Americanos, a Record acaba sendo a única emissora aberta que disponibiliza as imagens. Segundo os fofoqueiros de plantão, a TV Globo acabou “pirateando” algumas imagens e acabou divulgando em seu principal telejornal, o “Jornal Nacional”. Essa guerra pela liderança é até inteligente, merece consideração, mas apelar é triste. Vencer pelo jogo sujo é desonesto! Mas, aí, a Record – que adora um barraco e se fazer de coitadinha – divulga, em seu portal (R7.com), uma reportagem esclarecendo os fatos. E, claro, colocando-se na posição de vítima. Segundo informa a nota, a emissora do bispo teria enviado um comunicado às demais emissoras que disponibilizaria as imagens, contanto que a logomarca da mesma fosse mantida e a frase “imagens cedidas pela Rede Record” acrescida. Barracos à parte, é vergonhoso – tanto pra uma quanto outra – ver essa baixaria que tornou-se uma incrível batalha-a-qualquer-custo. Vaias para a Globo, vaias para a Record. A seguir, você confere a matéria que foi veiculada pelo R7.com e pode tirar suas próprias conclusões: http://rederecord.r7.com/pan-guadalajara-2011/noticias/rede-globo-usa-imagens-dos-jogos-pan-americanos-sem-autorizacao.html

APLAUSOS:
                Estreou na última segunda-feira a nova novela das sete da TV Globo: “Aquele Beijo”. Superando expectativas, a trama de Miguel Falabella trouxe um novo conceito para a teledramaturgia: uma história narrada – e pelo próprio autor -. A novela conta a história de Cláudia, interpretada por Giovanna Antonelli – e já pode-se considerar uma de suas melhores atuações -, tem o sonho de casar-se. Porém, seu namorado – o  novato Victor Pecoraro (que, por incrível que parece, não deixou a desejar) -, Rubinho, não quer saber de compromisso com a moça. Desiludida, Cláudia vai para a Colômbia e, antes de embarcar, conhece o advogado Vicente (Ricardo Pereira) que, coincidentemente, também está de viagem para a Colômbia tentar impedir o casamento de Lucena, personagem de Grazi Massafera, sua ex-namorada que o deixou por sua determinação quanto aos estudos. Um elenco “duvidoso”, mas que contém grandes nomes: Claudia Jimennez, Herson Capri, Diogo Vilela, Fernanda Souza, Fiuk, Luís Salem, Sheron Menezes. Destaco minhas preferidas: Marília Pêra, que está elegante no papel da empresária e proprietária da loja Comprare, e Bruna Marquezine, como a linda Belezinha – uma aspirante à miss, por vontade da mãe -. O próprio título é tão sugestivo que já prende o telespectador. Além de lindo, é chamativo e irreverente! A abertura é um xodó à parte: cenas clássicas de beijos inesquecíveis da teledramaturgia brasileira compõem uma deliciosa vinheta ao som de “Garota de Ipanema” nas vozes de Daniel Jobim e, pasmem, Xuxa. Surpreendi-me, confesso, pois as duas últimas tramas de Falabella não renderam o sucesso esperado. “A lua me disse” foi até “boazinha”. “Negócio da China”, por sua vez, teve de ser encurtada às pressas para que se recuperasse os índices de ibope que foram perdidos. Na estréia, “Aquele Beijo” marcou 34 pontos no ibope, índice que não se obtinha desde os últimos 4 anos, desde a estréia de “Sete Pecados”, de Walcyr Carrasco. Espero que, realmente, Miguel Falabella tenha encontrado o peso certo das mãos para depositar todo seu espírito criativo para compor essa nova trama que tem envolvido os telespectadores. Ocupando o horário deixado por “Morde&Assopra”, às 19 horas, “Aquele Beijo” é escrita, como já mencionado anteriormente, por Miguel Falabella e é exibida pela TV Globo de segunda à sábado.

Confissões de um consumista pobre

O olhar arregala. As mãos suam. Você começa a tremer. Seu coração parece sair pela boca. Mas, basta ver aquela plaquinha com o dizer “PROMOÇÃO”, que você começa a agir como a descrição acima mencionada.
                 Então, você dá uma conferida no material – antes mesmo da conferida na carteira – e a coceirinha se junta ao suor da mão. Impulsivamente, você entra na loja e, quando se dá conta, já está com os braços cheios de cabides. A atendente se dirige até você e pergunta se está precisando de sua ajuda. Você, que mal sabe porque veio parar ali, só consegue responder: “Obrigado, mas só estou dando uma olhadinha!” e sorri um sorriso amarelo.
                Pode até ter um pouco de bom gosto, mas grana mesmo, você não tem é nada! Mas não se contenta, sem antes, no mínimo, ir para o provador e se ver usando as peças por 15 segundos. É quase a história da Cinderela: depois da meia-noite, tudo volta o seu estado normal.
                Ao sair do provador, a atendente vai querer saber se alguma lhe serviu, se alguma deu certo. É óbvio que deu, que você gostou de todas. Se você sabe que não terá condições de levar, dirá: “Deu certo, mas eu preciso dar um pulo logo ali e, na volta, eu passo pra levar” e não volta nunca mais, até o tempo de esquecerem que você esteve ali. Entretanto, se com alguns reajustes no orçamento, você decide por levar, a moça – ou o rapaz, sei lá – vai saber só de olhar no seu rosto.
                A maior preocupação de um consumista pobre é chegar até o caixa e ver seu carrinho se esvaziar com alguns itens sendo deixado de lado devido o aumento dos dígitos do valor a ser pago. Pior ainda: quando o cartão rejeita a efetivação do pagamento. Nesse momento, você sua um pouco além do esperado. É um suor frio que desce de sua testa e gela seu corpo inteiro. Então, você olha pro alto, esperando vir uma idéia que lhe tire daquela situação um tanto constrangedora. Você pensa em fazer alguns remanejamentos na divisão da compra (tanto à vista, tanto no débito e o restante no crédito), mas sua situação poderia ser pior e você passaria por um vexame ainda maior, já que a fila atrás de você, além de impaciente, está dando voltas dentro dos corredores do estabelecimento. Seu olhar, ainda no alto, perdido na imensidão de seus pensamentos, começa a sentir a presença de um objeto fixado à parede daquele lugar. E tudo parece uma cena clássica de um filme de Hollywood com aquelas trocas de olhares de primeiro encontro que até o vento esvoaça seu cabelo e entra um música apaixonada. E você lê: “Até 15 vezes sem juros”. É o fim de um dilema!
         Você sai de lá com o peito estufado e com as mãos cheias de sacolas, se sentindo o “Todo Podero$o”. Com um sorriso no rosto, vai embora. Afinal, ninguém precisa saber o valor das parcelas, o número delas e se era liquidação ou não. O fato é que você se sente bem e isso não há valor que pague, não tem preço.

Minha síndrome de Peter Pan

arquivo pessoal
                 Não, não entrei em crise. Até porque eu vivo em crise – haha. Apenas comecei a considerar justa a idéia de que não deveríamos crescer. Pra que, se a vida de criança é tão gostosa? Logo que eu comecei a escrever pro Tarja Preta, postei um texto em que desprezava as crianças que gostavam de aparecer como adultas. E, é com esse espírito que discorro, agora, sobre o arrependimento que sinto por não ter aproveitado mais esta fase tão rica, marcada por inocência e liberdade desconhecida por quem a vive.
                A bem da verdade, a idéia de escrever sobre a infância surgiu enquanto eu assistia uma menininha brincar. Além de toda diversão, pude perceber que criança, quando brinca, não desfaz o outro pelo que é: simplesmente, desfruta-se da companhia e, juntos, compartilham uma imaginação tão criativa, capaz de expressar seus maiores desejos. Foi assistindo esta criança brincar que percebi que, enquanto somos criança, vivemos tão livres que não nos importamos com as sujeiras que nos encontramos no fim das brincadeiras ou o quanto nos lambuzamos ao devorar aquele cachorro-quente.
                Ser criança é tão bom que você pode dizer aquilo que você pensa sem precisar se preocupar com as conseqüências. Pior é que ainda há os que acham bonito tanta sinceridade. Na verdade, não sei por que perdemos isso no decorrer da nossa existência. Talvez seja por isso que seja difícil se acreditar no ser humano nos dias de hoje.
                PC Siqueira, internauta famoso, conhecido por ter opinião sobre tudo, disse, certa vez, que, quando se é criança, somos tão inocentes a ponto de acreditar que ser adulto é legal. Realmente, uma utopia das grandes. Não há nada melhor que ser criança, viver num mundo mais colorido, com mais diversões do que obrigações, com menos responsabilidade, onde todos te querem bem, te protegem e riem das suas piadas, mesmo não tendo a menor graça.
                Eu assumo. Bato no peito – com convicção – e assumo: queria ser criança outra vez. Só mais uma vez – e pra sempre! É um tempo fantástico, em que sua maior preocupação é escolher o desenho que irá assistir, depois de acordar lá pelas dez da manhã. Um estágio da vida em que os únicos obstáculos a serem vencidos são do Mário Bros. Queria ser criança de novo, ter tempo para admirar as ondas formadas no laguinho depois de uma pedra lançada, de brincar com um barquinho de papel, acreditar que, por trás do arco-íris deve existir a felicidade. Dentre as coisas tangíveis, as sentidas: crer que Deus existe, que as pessoas são confiáveis e que o mundo é justo.
                Ser adulto é uma merda! Você vive rodeado de preocupações, contas a pagar, explicações a dar. Priva-se de tudo aquilo que é simples, que te faz bem e só não faz por medo do que os outros vão pensar. Há tanta fofoca, doenças e más notícias que se torna difícil manter intacta a inocência e a pureza de quando se é criança.
                Outra citação que, apesar de desconhecer a autoria, admiro muito, é aquela: “Queria ser criança de novo. Joelhos machucados curam-se bem mais rápidos do que corações partidos”. Afinal, na infância, é tão mais simples se curar os feridos. Nada que um bom curativo não resolva. Agora, quando a dor é do coração, não há remédio que resolva! Mágoas de criança também passam mais rápido. Nada que um pirulito pra comprar a confiança do outro – haha. E, se é mal de amor, tem a vantagem de, a cada semana, ter um amor novo, sentir aquela sensação de apaixonadinho todo dia, toda hora.
                A maior injustiça do mundo é de não termos a chance de escolher ser o que o destino, simplesmente, nos impõe. Eu não gostei de ter crescido, apesar de, nesse tempo, ter aprendido muita coisa e ter vivido muitas alegrias. Mas, honestamente? Ser criança me completaria de uma forma bastante plena. Teria meus pais por perto, não me preocuparia com cobranças e exigências e, sobretudo, seria feliz.
                Ei, Papai do céu, me transporta praquele tempo bom, de novo? Só pra eu não precisar ficar remoendo essa saudade e alimentar essa nostalgia? Pra que eu brinque, me suje, me divirta, não esconda o que eu penso dos outros e, principalmente, que eu não tenha as preocupações que têm povoado a minha – precocemente desgastada – cabeça. Por favor, por favor?

Vaias e Aplausos

De volta, o Tarja Preta traz o que andou circulando na última semana: destaques, vexames e decepções compõem o primeiro Vaias e Aplausos de outubro.

VAIAS:

                Achei de uma ignorância gigantesca o que fizeram com a cantora baiana Claudia Leitte, que se apresentou no primeiro dia do Rock In Rio, dia 23 de setembro. Abalada pela crítica, Claudia Leiite postou um texto em seu blog desabafando e, infelizmente, comparou os admiradores do rock aos seguidores de Hitler. Tudo bem, reconheço a falha da cantora. Acontece que, uma semana depois, quando Ivete Sangalo – também baiana e, por conta do público, rival de Claudia -, entrou no palco e, por mais merecido que tenha sido, menosprezou o talento de Claudia Leitte. O mais impressionante e “revoltante” nessa história é que o público, simplesmente, achou lindo blasfemar o show de Claudia comparando com o de Ivete. No twitter, fãs utilizaram a hashtag #sentalaclaudia para demonstrarem toda a felicidade da suposta humilhação que Ivete teria causado na sua “concorrente”. Preciso registrar nesse espaço que me envergonha muito esse feito, já que o Rock In Rio é um evento que reúne artistas do mundo inteiro. Ter um brasileiro no palco do Rock In Rio pode-se dizer que não é questão de luxo, é questão de necessidade. Expor o talento dos brasileiros é o que deve ser feito para que nossa cultura seja cada vez mais e mais difundida num mundo em que os brasileiros são, praticamente, despercebidos. Além disso, há tanto espaço para as duas! Não é preciso que haja esse tipo de picuinhas e intrigas entre artistas tão bem quistos e tão admiráveis como Claudia Leitte e Ivete Sangalo. Sucesso a elas! (Na imagem a seguir, alguns dos "maldosos" comentários dos usuários da rede  Twitter que protestaram contra o show de Claudia Leitte)


APLAUSOS:

                Na trilha sonora de “Fina Estampa”, Ana Carolina é certeza de sucesso. Tema dos personagens Esther Wolkoff e Paulo Siqueira (Júlia Lemmertz e Dan Stulbach, respectivamente), a canção “Problemas” embala as cenas de amor e indecisão do casal. Com uma letra extremamente romântica e apaixonada e uma melodia bastante envolvente, a música é, simplesmente, linda. E qualquer outro adjetivo se torna simples diante deste. Ana Carolina já emplacou diversos sucessos em novelas como, por exemplo, “Quem de Nós Dois” (Um Anjo Caiu do Céu, 2001), “Encostar na Tua” (Celebridade, 2003), “Pra Rua me Levar” (América, 2005) “Nua” (Como uma Onda, 2004), “Aqui” (Desejo Proibido, 2008) – só para citar algumas -. Admirador incondicional do trabalho de Ana Carolina, há tempos estava precisando fazer um elogio e, agora, mais do que nunca, abrilhantando ainda mais o horário nobre da Globo. Abaixo, você confere um vídeo com a música. Confira! “Fina Estampa” tem a autoria de Aguinaldo Silva e é exibida às 21 horas, de segunda à sábado, pela TV Globo.

As quatro estações

                    “Da mãe de meu pai, a quem não cheguei a conhecer, aprendi que, quando cai uma chuva forte, deve-se ir para a rua e lá ficar por uns dez minutos, pois faz bem à saúde. Isso eu ainda faço, e acho que a humanidade é dividida em dois tipos de pessoas: as que usam guarda-chuva e as que não usam”.
Danuza Leão
                Se para Danuza as pessoas se dividem entre as que usam e as que não usam guarda-chuva, eu julgo que as pessoas se dividem entre as quatro estações do ano. Essas conclusões me permitiram separar, criteriosamente, a humanidade. E não por menos, selecionei, a partir de então, os tipos de “pessoas-estações” que quero que me cerquem.
                As pessoas “PRIMAVERA” são uma fofura! Dóceis e sentimentais, estão, a todo o momento, sorrindo e procurando nos fazer sorrir. São meigas, carinhosas, sonhadoras e se apegam facilmente e, conseqüentemente, sofrem por não serem tão correspondidas. Algumas, no entanto, não exigem que tanto amor seja recíproco, pois acreditam que só assim serão aceitas: por suas simpatias e ternuras. Embora seja agradável, a presenças das “pessoas-primavera”, vez ou outra, chega a incomodar: é tanta doçura num único ser que beira à repugnância. Mas a beleza de seu caráter e a habilidade que essas pessoas têm ao nos conquistar acabam ofuscando os seus defeitos, seus espinhos.
                Já as “INVERNO” são o oposto: agem racionalmente, pois preferem não trocar o certo pelo duvidoso. Seus fracassos acontecem em menor proporção, já que a emoção é vista em segundo plano, quase como uma alternativa hipotética. Preferem ser mais discretos e se envolvem com um número restrito de pessoas, tanto social quanto amorosamente. São sujeitos ambiciosos e orgulhosos de si. Geralmente, são pessoas de classe e donas de uma inteligência invejável. Todo mundo, no mundo, um dia, já desejou ser assim. Afinal, convenhamos: não seria maravilhoso ter a cautela de optar sempre pelas decisões concretas e sensatas? Quem discorda, releia o parágrafo e entenda: “um dia” só não faria tão mal assim. Poderíamos usar nossa personalidade “INVERNO” quando as dúvidas mais densas nos apresentassem. E só.
                Ainda tem as pessoas “OUTONO” e, confesso: Sou completamente a-pai-xo-na-do por elas. “MISTÉRIO” é a palavra que melhor as define. Observadoras, qualquer um daria o que fosse preciso para descobrir o que estão pensando. São, em sua maioria, muito atenciosos. Porém, a questão é aproximar-se destes indivíduos. Possuem poucas amizades e, segundo estes amigos, são pessoas agradabilíssimas. Seus relacionamentos dão-se com pessoas de mesmo nível. Não lhes convém por a mão no fogo por quem quer que seja, isto é, não é defensor de ninguém, não pende nenhum lado e, com freqüência, esquivam-se de grandes brigas. É o popular: “não fede nem cheira”, mas é exatamente isso que os tornam encantadores. Instigam nossa mais ignorante inteligência. Seus estilos de vida, aparentemente normais, escondem mistérios que apimentam ainda mais esta personalidade. Excêntricos, impossível não reconhecê-los. E são por essas e outras que os invejo muito. Suas inibições e restrições aos seus mundos particulares são características que eu adoraria possuir.
                Por fim, as pessoas “VERÃO”, que são incrivelmente divertidas. Aproveitam ao máximo cada instante da vida, curtem a presença dos amigos intensamente e não dispensam um convite para uma festa. No amor, são assumidos: muitos não nasceram para brincar disso e, outros, no entanto, são devotos da tese que afirma que um “amor de verão” é para a vida inteira. Suas paixões despertam a chama alheia e há quem diga que são portadores de um fogo difícil de ser apagado. Fazem a linha que perdem um amigo, mas não perdem a piada. Como já disse, são pessoas divertidas e extrovertidas. Aparentam dominar todo tipo de assunto e conseguem, com diplomacia, rir dos problemas, de suas falhas e fracassos. Suas conquistas são merecedoras de grandes honras e orgulhos para os que lhe cercam. Nas horas difíceis, por incrível que pareça, administram com exímia categoria uma postura acalentadora àqueles que necessitam. Atrevo-me a dizer que sua principal qualidade é a amizade, uma vez que são incapazes de divertirem-se sozinhos. Pode parecer contraditório, mas eles sabem que são seres auto-suficientes. São pessoas extremamente leais e protetoras aos seus. No calor de suas emoções, podem dizer coisas que não deviam, ou tomar atitudes por impulso. Mas é nessas altas horas de emoção e adrenalina correndo por estas veias que acontecem os melhores momentos de suas vidas.
                E, então? Qual é a sua estação?

Um país chamado Rio Grande do Sul

"Você, que não conhece o meu estado, está convidado a ser feliz neste lugar.
A serra te dá vinho, o litoral te dá carinho e o Guaíba te dá um pôr-do-sol lá na capital."
Eu sou do sul - Osvaldir e Carlos Magrão

arquivo pessoal

          Há um ano me perguntaram: "O que é ser gaúcho"? Apesar de ser uma pergunta muito fácil de ser respondida, demorei para respondê-la pela complexidade de argumentos que eu precisava expressar para demonstrar todo orgulho que ser gaúcho demanda. Mas, no fim, saiu isso: "Ser gaúcho é poder ter orgulho de uma cultura muito particular. É morar no outro lado do país e chamar pão francês de cacetinho, brigadeiro de negrinho. Ser gaúcho é ouvir Atlântida, ler Martha Medeiros e admirar Gisele Bündchen. Para mim, que há pouco tempo saí das terras farroupilhas, posso dizer que, em nenhum outro lugar, poderá se encontrar um vocabulário tão exótico e uma história tão rica". Hoje, minha opinião continua sendo a mesma, embora tenha muito a acrescentar. E nesse 20 de setembro, DIA DO GAÚCHO, preciso compartilhar a honra que é gritar: "EU SOU DO SUL"!
           Já dizia o poeta que, pra saber quem eu sou, basta olhar para o céu azul e bradar, num grito forte e imponente: "Viva o Rio Grande do Sul"! Nasci na terra do chimarrão, que, de geração em geração, é um costume muito característico deste lugar, herdado das tribos indígenas que, antigamente, habitaram aquele lugar. Afinal, seja de manhã bem cedo ou nos fins de tarde, à sombra da casa, há sempre um bom gaúcho, de bota e bombacha, sorvendo desta iguaria, que passa de boca em boca, criando aquele espírito de comunidade que, outra vez, impressionou o cronista Arnaldo Jabor.
           Trago nas veias o sangue farrapo de um povo guerreiro e hospitaleiro, de uma cultura ímpar e muito significativa para a história do Brasil, seja pela Revolução de 1923 (a dos chimangos - de Borges de Medeiros - e Maragatos - de Assis Brasil) ou pela própria Revolução Farroupilha, em que a ousadia de Bento Gonçalves pretendia separar o Rio Grande do Sul do restante do país (uma lástima!), revolução esta destaca ainda, com a presença do inesquecível casal Giuseppe e Anita Garibaldi.
         Falando em nomes, o Rio Grande do Sul orgulha-se muito das tantas personalidades que já saíram daquele rincão: Getúlio Vargas, presidente do Brasil, Érico Veríssimo, Mário Quintana e Martha Medeiros, escritos de várias gerações que conquistaram um espaço importante na cultura nacional graças ao poder de seus talentos, Gisele Bündchen, a top model mais bem paga do mundo, os atletas Daiane dos Santos, Ronaldinho Gaúcho e Taffarel, que comoveram e emocionaram o Brasil, Família Lima, Adriana Calcanhoto e a saudosa Elis Regina, astros da música, e as estrelas da nossa televisão como as apresentadores Xuxa Meneghel, Patrícia Poeta e Fernanda Lima, os atores Carmo Dalla Vecchia, Werner Schünemann e Ricardo Macchi e as atrizes Cecília Dassi, Julia Lemmertz, Sheron Menezes e Barbara Paz.
           O Rio Grande do Sul também é reconhecido pela beleza da mulher gaúcha. A prova são os resultados no concurso Miss Brasil, que já conquistou 12 títulos, tornando-se líder no ranking. E, em se tratando de competições, temos nosso clássico do futebol, o Gre-Nal que, diferentemente do que costuma acontecer, une torcidas num espetáculo nos gramados do Olímpico ou do Beira-Rio.
           A natureza do Rio Grande do Sul desenha a bandeira do Brasil: desde o céu, que é mais anil, às campinas que têm seu verdejar como se tivessem vida própria. Na capital Porto Alegre, o Guaíba presenteia, diariamente, os visitantes, com um pôr-do-sol digno de filme (confira na foto acima). Gramado e Canela são responsáveis por acolher turistas no inverno, junto com a neve, exibindo paisagens europeias e divinamente lindas. O Rio Uruguai, por fim, pode sr considerado o acalentador dos pampas, pois convida, de modo provocante, a lavar a alma em suas águas.
            Hoje, comemoro, pela segunda vez, o 20 de setembro longe de casa e, principalmente, longe do meu estado. Mas, viver longe do Rio Grande do Sul, não significa afastar-se dos costumes. Numa roda de conversa ,você até puxa mais no sotaque, deixa escapar um "tchê, barbaridade", explicando como são as coisas nesse lugar tão rico. É por conta dessa cultura que, honestamente, o Rio Grande do Sul merece ser considerado um país dentro de outro. Afinal, seja pela vestimenta, pelo vocabulário, pela culinária, pelos costumes, pelas artes, tudo se caracteriza como uma nova cultura, uma cultura que é admirável e, porque não, invejável - ou invejada. Costumo dizer que, antes de ser brasileiro, sou gaúcho. E, um ano após responder publicamente "O que é ser gaúcho?", posso dizer, sucintamente, que é isso: é, primeiramente, ostentar no peito o brasão verdade, vermelho e amarelo, o lema "Liberdade, Igualdade, Humanidade" e cantar: "Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra" para que, em seguida, possa assumir o verde e o amarelo, o "Ordem e Progresso" e a "Pátria Amada, Brasil!". Sinceramente, faltam-me palavras para descrever tanto orgulho. E, longe de tudo isso, passo a exercer uma função de disseminador de nossos costumes, de nossa cultura, de nossa tradição. Hoje, o Rio Grande do Sul é minha identidade.
            Os ídolos gaúchos, Osvaldir e Carlos Magrão, definem muito bem o sentimento de quem já deixou aquele pago na canção "Roda de Chimarrão". E, trago os versos aqui, para explicar um pouco de como me sinto:
             "Eu nasci naquelas terras onde o minuano assovia. Cevando a erva pro mate, chimarreando todo dia. Sou gaúcho de verdade na raça e no coração. Gauderiando em outros pagos, mesmo assim, nas veias trago o sangue da tradição [...] Quando bate uma tristeza, daquelas que a gente chora, dá uma vontade danada de largar tudo e ir embora. Então, eu pego a cordeona e deixo o fole rasgar. Corro os dedos no teclado e, num vaneirão largado, me esqueço até chorar. [...] Quando penso na querência vem a saudade baguala e se acomoda no peito, numa dor que não se iguala. Aí, eu preparo um mate e chimarreio à vontade. Me sento à sombra da casa, parece que crio asas, viajando nessa saudade [...]".
              Para encerrar, em definitivo, um hino da nossa música gauchesca: "Querência Amada"
              "Que Deus saúde me mande. Que eu possa ver muitos anos o céu azul do Rio Grande. Te quero tanto, Torrão Gaúcho! Morrer por ti, me dou o luxo! [...] Meu coração é pequeno porque Deus me fez assim. O Rio Grande é bem maior, mas cabe dentro de mim. Sou da geração mais nova, poeta, bem macho e guapo, nas minhas veias escorre o sangue herói de farrapo. Deus é gaúcho, de espora e mango. Foi maragato ou foi chimango.Querência amada, meu céu de anil. Este Rio Grande, gigante, mais uma estrela brilhante na bandeira do Brasil"!
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Ser psicólogo e ser humano


Confrontados sobre o tema em uma das últimas aulas, pude perceber o quanto é difícil assumir dois papéis, sendo você, uma única pessoa. Em que conceitos os leigos, nossos futuros dependentes, abarcam acerca da nossa presente e futura existência?
                Desde que comecei o curso, permiti me posicionar de uma maneira diferente perante a mim mesmo, mas, principalmente, à sociedade – todos os tipos dela -, mas com uma preocupação quase fundamental: assumir essa postura um pouco mais elegante – talvez não seja bem essa a palavra certa -, mantendo intacta a minha integridade e subjetividade, já que as pessoas com as quais convivo me aceitam de tal forma.
                Nas conversas informais, as expressões das pessoas ao descobrirem o que curso que estamos prestando são das mais variadas: desde o arregalar dos olhos ao franzir das sobrancelhas. Para nosso doce deleite, além de nos divertimos com essa situação, tomamos uma condição de superioridade. Assim, parecemos portados de um título de nobreza da atualidade. Afinal, o próprio senso comum, mesmo nós não possuindo tais atributos, por educação, respeito ou consideração, na certa, nos chamarão de Doutor Fulano de Tal.
                Pobres mortais, não têm noção da tamanha responsabilidade que passamos a dotar. São tantos sentimentos e tantas vidas à palma de nossa mão que se traduzem numa tarefa árdua para uma profissão que, apesar de ostentar uma aparência de luxo, exige muito mais do que uma dedicação extra.
                Considero importante salientar que, longe dos estudos, vou tentando manter a mesma postura, até para não perder um pouco da minha essência e não assustar aqueles com quem convivo. Mas, principalmente, não me vidrar tanto e suspender a vida por alguns instantes. Difícil é fazer com que eles suspendam a sua vida junto contigo.
                O exercício é longo e, a partir do momento em que fiz essa escolha, mesmo não tendo me dado conta, assumi um compromisso pra minha vida toda. Amanhã ou depois, formado ou não, ainda olharão pra mim, com a sobrancelha arqueada ou um olhar mais assustado, talvez um sorriso amarelo, quando eu disser que me perdi nos labirintos de Freud. Difícil é segurar a onda e controlar aqueles pensamentos que, um bom psicólogo, não teria tais aptidões.
                A academia nos permite que nos moldemos: no início, crus; no fim, polidos. A certeza, talvez um pouco desconfortável, é que essa estruturação da nossa nova postura precisa se dar durante o período em que estivermos vivendo esse momento de concretização das nossas opções.

Vaias e Aplausos


Prestes a ter seu desfecho revelado, Insensato Coração, a novela das nove da TV Globo chega ao seu fim amanhã, na sexta-feira (19). E, o Tarja Preta, não poderia ficar de fora dessa data especial. Pensando nisso, vamos ver o que foi bom e ruim durante toda a trama. Confira!
VAIAS:
                - A primeira vaia vai pro casal de protagonista, Pedro e Marina, que deixou a desejar desde o início e não me agradou nenhum pouco. A interpretação de Eriberto Leão e Paola Oliveira não me convence e a alta cúpula da Globo insiste em destacar a atriz nos papéis principais de suas tramas.
                - Lázaro Ramos galã? Enfim, a prepotência da personagem “André” interpretada por Lázaro Ramos foi um tanto absurda. Um exagero da parte dos autores, principalmente, quando este dizia: “Desculpa, não repito transa. Seu táxi já está lá em baixo, te esperando” (haha). Enfim, pode ser inveja, também...
                - Sem graça, sem sal, açúcar, pimenta e todos os outros temperos. Paula Cortez, interpretada por Tainá Müller foi outra personagem que não engrenou na trama. Prova disso foi a transformação do namorado, Eduardo (Rodrigo Andrade), que se descobriu homossexual no decorrer da história.
                - A novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares bateu recorde de mortes, assassinatos e afins. Vamos lembrar: Olegário Silveira (o patrão da Norma, Hugo Carvana), Luciana (a noiva de Pedro, Fernanda Machado), Jonas (presidiário, irmão de Sueli, Tuca Andrada), Carmem (a viúva enganada por Léo, Nívea Maria), Araci (a presidiária inimiga de Norma, Cristiana Oliveira), Clarice (esposa de Cortez, Ana Beatriz Nogueira), Milton (pai de Bibi, José de Abreu), Irene (prima de Léo e Pedro, Fernanda Paes Leme), Zeca (comparsa de Léo, André Barros), Gregório (pai de André, Milton Gonçalves), Henrique (empresário do banco Horácio Cortez, Ricardo Pereira), Dalva (falsa amiga de Norma que lhe roubou o que tinha assim que foi presa, Suzana Ribeiro), Teodoro (ricaço que casou com Norma, Tarcísio Meira), Gilvan (homossexual agredido pelo bando de Vinícius que foi espancado até a morte, Miguel Roncato) e a mais recente: Norma Pimentel Amaral – a ex-presidiária inocente que prometeu vingança a Léo por tê-la colocado atrás das grades pelo crime que não cometeu, interpretada por Glória Pires. Nessa nossa contabilidade, forma 15. Se foram só estes, não sei, mas que foram vários, não há dúvidas.

APLAUSOS:
                - Insensato Coração só rendeu por causa da interpretação que Glória Pires deu a sua Norma. Destaque do início ao fim, uma atuação impecável, digna da veterana que já deu vida a tantas outras personagens inesquecíveis como a Maria de Fátima de Vale Tudo e as gêmeas Ruth e Raquel de Mulheres de Areia (que estará de volta no Vale a Pena Ver de Novo, a partir de setembro). Norma prendeu o público numa história de vingança contada com tanta maestria que, por vezes, foi mais interessante           que a das personagens principais. Para aplaudir Glória Pires, só em pé, pois esta soube dar à Norma a tonalidade que a personagem merecia, fazendo com que o telespectador se sentisse vingado em cada uma de suas humilhações à Léo. Assim, a atriz consegue emplacar mais um sucesso que torna sua carreira reconhecida pro tais personagens.
                - As divertidas cenas do trapalhão Douglas (interpretado brilhantemente por Ricardo Tozzi) e da “pegadora” Bibi (da impagável Maria Clara Gueiros) foram outro sucesso da novela. As falas idiotas da personagem de Tozzi renderam boas gargalhas e divertiram o público. Tornaram célebre as cenas em que o rapaz se explicava: “Eu não bebi, Bibi” ou queixando-se das noites mal dormidas “As orelhas da cara”. Até os últimos capítulos, o casal pôde surpreender, pois, no dia do casamento, Bibi apareceu com um vestido vermelho, contrariando o sonho do noivo. Com muito talento, a dupla passa a ser outro gancho de destaque na trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares e será lembrada quando o nome da história for mencionado.
                - O elenco de Insensato Coração contava com um time de excelente gabarito. Antônio Fagundes deu tanta vivacidade a sua personagem, Raul, que me emocionou diversas vezes ao ver-se divido entre o amor de seus filhos. Outro nome que pode ser citado é o da atriz Débora Evelyn, que tantas vezes foi odiada por conta das peripécias de sua personagem, Eunice. A alpinista social só pensava em dar-se bem a qualquer custo, mesmo que isso lhe custasse o amor da família. Além destes, outra Deborah, a Secco. Natalie Lamour foi o que eu chamaria de uma “personagem-faca-de-dois-gumes”: odiada por alguns e idolatrada por outros. No início da trama, Natalie fazia de tudo para conquistar a fama e, por isso, Débora Secco foi muito criticada e comparada à Darlene, sua personagem em Celebridade. No decorrer da trama, Natalie posou nua, casou-se com o banqueiro Horácio Cortez (outro ator talentoso que compôs o Elenco, Herson Capri) e tornou-se a esposa do bandido, culminando no fim de sua carreira. Não poderia deixar de elogiar Helena Fernandes, a Gilda, que mostrou versatilidade ao incorporar uma mulher elegante e dona de conceitos bastante solidificados. Apaixonei-me pela personagem e pela interpretação, que, pelo talento da atriz, é difícil acreditar que era a mesma pessoa que interpretava a homossexual Ipanema, no extinto seriado A Diarista. Só para citar, vale a pena lembrar e considerar nomes como Natália do Vale (a Wanda), Camila Pitanga (a Carol), Rosi Campos (a Haidê), Gabriel Braga Nunes (o inesquecível Léo), Natália Thimberg (a Vitória Drummond), Ana Lúcia Torre (a insuportável Tia Neném) e o casal Giovana Lancelotti e Jonatas Faro (Cecília e Rafael, respectivamente).
                - Insensato Coração ainda contou com algumas cenas tão bem escritas que tornaram-se inesquecíveis para a história da novela e, quiçá, para a teledramaturgia brasileira. Não há como esquecer o capítulo que Horácio Cortez é pego em fuga e Natalie, desastrada, deixa abrir a maleta, voando pelos céus todo o dinheiro sujo adquirido pelo empresário. A beleza da cena foi gigante: trilha sonora perfeita (Que País É Esse? – Legião Urbana) deu o ar de incredulidade que a cena exigia. Isso sem falar na interpretação dos atores que merecem o devido reconhecimento. Outra cena bastante pertinente em minha memória é o encontro de Léo e Norma, assim que ela torna-se viúva de Teodoro. Norma faz com que Léo a busque no cemitério e corta o malandro durante o caminho. Ao revelar sua nova identidade, Léo treme na base, mas não perde a oportunidade de ostentar sua indiferença. E, nesta última semana, pudemos conferir a cena da morte de Norma, gerando a inevitável indagação: “Quem matou Norma?”. Para isso, uma salva de palmas com louvor para direção, de Dennis Carvalho, e autoria: Gilberto Braga e Ricardo Linhares.
                - Cristiana Oliveira é outra que vai ser lembrada eternamente pela sua Araci. Diferentemente de todos os seus trabalhos, a atriz se transformou ao viver a detenta inimiga de Norma e temida por todas as suas outras colegas de cela. Cristiana engordou 15kg para dar mais veracidade a sua atuação. Digna de muitos aplausos, a atriz passa a ser lembrada por Juma, de Pantanal, e pela Araci, de Insensato Coração.
                Num balanço total, Insensato Coração foi uma boa novela, uma boa novela das 9 (como foi anunciada, desde sua estréia, em 17 de janeiro). Demorou para cair no gosto do público, mas teve os elementos folhetinescos que toda boa trama deve ter para atrair seu público. Insensato Coração entra para a história da teledramaturgia brasileira com um saldo positivo e a certeza de boas lembranças para os que acompanharam a história do início ao fim.

Quanto tempo o tempo tem


Comecei a refletir, coisa que tenho feito muito nos últimos tempos e que, modéstias à parte, é o que sei fazer de melhor, sobre como o tempo é injusto e, ao mesmo tempo, justo demais; ao quanto ele é severo, inflexível e o quanto ele é indecifrável. Na verdade, todas essas indagações surgiram após eu ouvir uma das mais lindas canções do grupo “Biquíni Cavadão”, “Quanto tempo demora um mês” [no final desta crônica, você poderá curtir a letra da música].
                Descobri, depois de muito pensar e repensar e pensar de novo, que só o tempo é capaz de explicar algumas coisas. Só ele fará com que algumas situações sigam o caminho que deveriam seguir. Só ele poderá explicar os porquês de sua vida: porque não encontrou alguém assim antes, porque está demorando a encontrar, porque tem que ser assim. Só ele dirá quem está certo ou errado, o que é bom ou ruim para você, o que deve e o que não deve ser feito.
                Através dos tempos, evoluímos. Deixamos de gostar de certas coisas, nos desapegamos. Com o tempo, conseguimos esquecer as mágoas – ou não -, adquirimos maturidade – ou não -, nos transformamos – absolutamente. É através do tempo que tomaremos nossas melhores decisões: precipitadas ou não, acertadas ou não, mas, sobretudo, corajosas. Mas, com o passar do tempo, é que aprendemos a administrar melhor os nossos erros. Talvez deixemos de cometer alguns, por aprendizagem ou ciclo natural; talvez, alguns cometamos pelo simples prazer de errar novamente e começar tudo outra vez.
                E aos que mais precisam do tempo, será que ele costuma passar como deveria? Àqueles que estão à espera de um órgão, por exemplo. Como deve ser difícil esperar o tempo certo... Haja paciência! E aos atribulados? Será que ele deve passar rápido demais? Como fazer para administrar tanta coisa em “tão pouco” tempo?
                Ah, mas há certas coisas que não mudam nenhum pouco. Você pode viver cem anos e tudo ainda estará lá, do mesmo jeitinho que você deixou – ou cativou -. Amor de pai e mãe, é assim. Por mais que você saia, viva longe deles, eles ainda estarão te esperando com as mesmas manias e o mesmo amor inesgotável.
                Mas, sem querer desprezar os sentimentos de ninguém, o tempo deve ser muito injusto aos que sentem saudade, como eu. Só quem sente saudade sabe como é não saber a data certa de um próximo reencontro. Só quem tem um amor de verdade sabe como é contar as horas e os segundos para sentir o gosto do beijo, o toque, o cheiro da pessoa amada outra vez. Só aquele que sente saudade, como eu, sente o prazer em rasgar a folha do calendário, que não vê a hora do dia terminar para que o amanhã passe depressa e, assim, com menos dias longe, chegue o dia da próxima vez. Por mais distantes que sejam, tempo e saudade são duas variáveis que se combinam terrivelmente. Pois a saudade é o que acontece enquanto o tempo te distancia daqueles que você quer bem.
                Toda noite, quando coloco a cabeça no travesseiro e começo a rezar, fico na dúvida se agradeço por mais um dia ou menos um dia. Se for um dia em que o saldo for positivo, óbvio: agradeço por ter a oportunidade de ter aproveitado essa dádiva da vida. Por outro lado, se foi menos um dia, eu fiz tudo o que tinha que fazer? Será que ainda terei as mesmas chances de fazer aquilo que ainda não fiz? Será que meu tempo ainda permitirá com que eu viva todas as emoções, desafios, oportunidades e obstáculos que a vida pode oferecer?
Uma vez eu li uma entrevista da Elza Soares e lhe perguntaram o que ela ainda não tinha conhecimento a respeito da vida e ela respondeu categoricamente: “Quem é o tempo? Vou morrer sem saber quem é este senhor!”. Eu nunca mais esqueci disso e, hoje, me pergunto: Quando é que nos colocaremos frente a frente? Teremos essa chance? E ele nos dirá o porque de termos passado tanto tempo longe daquilo que nos fazia bem? Será esta a hora de colocarmos, em pratos limpos, o porque de termos esperado por tanto tempo para que encontrássemos a energia, magia ou fórmula certa para vivermos de bem com nós mesmos.
                Para encerrar, deixo um pensamento de um autor que desconheço, mas que, verdadeiramente, vai além daquilo que concluí sobre o tempo: “O tempo é muito lento para os que esperam; Muito rápido para os que tem medo; Muito longo para os que lamentam; Muito curto para os que festejam; Mas, para os que amam, o tempo é eterno.”

Quanto tempo demora um mês
Biquíni Cavadão
Composição: Álvaro, Bruno, Miguel, Coelho, Gian Fabra
Acordei com o seu gosto
E a lembrança do seu rosto
Porque você se fez tão linda?
Mas agora você vai embora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar?
A vida inteira de um inseto
Um embrião pra virar feto
A folha do calendário
O trabalho pra ganhar o salário.
Mas daqui a um mês
Quando você voltar
A lua vai tá cheia
E no mesmo lugar...
Se eu pudesse escolher
Outra forma de ser
Eu seria você.
E a saudade em mim agora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar?
Ser campeão da copa do mundo
Um dia em Saturno
Pra criança que não sabe contar vai levar um tempão.
Daqui a um mês
Quando você voltar
A lua vai tá cheia
E no mesmo lugar.
Mas daqui a um mês
Quando você voltar
A lua vai tá cheia
E no mesmo lugar...
Quando você voltar
Daqui a um mês
Mas daqui a um mês
Quando você voltar
A lua vai tá cheia
E no mesmo lugar...

Vaias e Aplausos

Nesta quinta, novos destaques contribuíram para a coluna. Confira!

APLAUSO:
             A pergunta que não quer calar: "Quem matou Salomão Hayalla?" Foi com muita expectativa que, na última quinta-feira (04) a novela O Astro exibiu, num capítulo empolgante e elegante do início ao fim, a principal característica da obra-prima de Janete Clair, exibida em 1978. Curiosidade: O Astro foi a primeira novela a utilizar este recurso para prender o telespectador. Obviamente, um sucesso tão acertado que, além de já ter sido utilizado por outras tramas, no último capítulo, o Brasil parou (literalmente) para descobrir a identidade do assassino. No site da trama, uma lista de onze suspeitos auxilia os internautas a desvendarem o mistério. Os nomes são: Adolfo (Reginaldo Faria), Amin (Tatu Gabus Mendes), Clô (Regina Duarte), Felipe (Henri Castelli), Henri (João Baldasserine), Magda (Rosamaria Murtinho), Miriam (Mila Moreira), Nádia (Vera Zimmermann), Neco (Humberto Martins), Samir (Marco Ricca) e Youssef (José Rubens Chachá). As chamadas dos capítulos da novela exibidos durante a semana nos deram a incrível sensação de estarmos revivendo uma época de ótimas novela, como as do tempo em que a trama original fora exibida. A novela O Astro é exibida pela TV Globo, às 23 horas, e é escrita por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, baseada na obra da "Maga das Oito", Janete Clair.




VAIA:
         É divertido, é engraçado, é saudoso e é uma opção diferente aos domingos. Assisti, pela primeira vez, essa semana a "Escolinha do Gugu" e ri, claro, com as idiotices, trocadilhos toscos e piadas fúteis da nova geração da escolinha - que é uma cópia da "Escolinha da Barulho" exibida há muitos anos pela Record. Tudo bem, até aí. Ou, melhor: até ela entrar em cena. Confesso que, no auge de meus 18 anos, já viu coisas que até Deus duvida, mas Geisy Arruda como atriz foi a pior de todas. Sem talento, a ex-universitária interpreta uma moça que é expulsa da sala por conta de seus vestidos - qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Tudo bem, eu admito: não simpatizo com esses "pseudo-artistas" que se julgam atores da noite pro dia. E, no caso de Geisy, a antipatia vem desde sua participação no reality "A Fazenda", na terceira edição, exibida no ano passado. Suportar burrices no domingo já é de rotina do brasileiro, mas Geisy Arruda é tortura, né? A "Escolinha do Gugu" é um quadro dentro do Programa do Gugu que vai ao ar nas tarde de domingo da Rede Record, a partir das 16 horas.

Eu não sei


Cheguei num estágio muito crucial, duvidoso e, pra ser bem meu estilo, torturante. Pode ter sido só um beijo, mas eu o guardei num lugar tão profundo que vai ser difícil esquecê-lo. Talvez tenha sido só um beijo. Mas eu quero de novo. Quero sentir de novo o seu gosto, te ter por aqueles instantes e aproveitá-los com maior intensidade. Aproveitar cada centímetro do seu corpo e beijá-la; te namorar abraçado à luz da lua e beijá-la; afagar os seus cabelos e beijá-la. E te beijar a vida inteira, tendo você todos os dias pra mim. Só pra mim.
                Mas eu tenho medo. Medo de você não querer. Medo de ter que ouvir o “não” que já ecoa na minha mente e que não o deixo paralisar. Na verdade, quero que você diga aquilo que eu quero ouvir: que foi bom pra você; que você quer outra – e outra e outra e outra – vez; que você pensou sobre a gente e que decidiu que não sabe viver longe de mim.
                O efeito do seu beijo me deixou assim: pensando em você a todo instante, com medo de te perder e não ter aqueles minutos maravilhosos em outra chance.
                Não quero ficar só com a lembrança daquela noite linda, que até a lua se vestiu de gala pra brindar o nosso encontro. Vai ver tenha sido ela que preparou tudo para que dois ganhassem e ficassem com saudade um do outro. Bom, eu tentei te deixar com gostinho de “quero mais”, mas não sei se fui tão eficiente assim.
                Vai, me diz! Preciso saber, te ter mais uma vez. Eu não posso negar, tenho que confessar e gritar pra todo mundo ouvir: eu estou fudido e completamente apaixonado por você!

Vaias e Aplausos

                Como não poderia deixar de ser, o Tarja Preta traz, nesta quinta-feira, os destaques da semana.
VAIA:
                Acompanhei, praticamente, desde o início, mas não tem jeito da moça engrenar. Giane Albertoni até tenta, mas não convence como apresentadora do matinal “Hoje em Dia” da Record. Ocupando o posto que, na origem, era de Ana Hickmann, a loira tem trejeitos que beiram a bizarrice. Suas falas são infantis e seus gestos exagerados demais à quem tem a função de passar dicas de estilo e etiqueta aos telespectadores. Até mesmo seus colegas de palco deixam transparecer a insatisfação que têm em dividir a atração com a ex-modelo. Eduardo Guedes, mesmo, já demonstrou desagrado com algumas alfinetadas. Em dias em que há um temática a ser discutida, Giane faz as perguntas mais idiotas aos convidados. Essa história de tirar modelos das passarelas e colocá-las no comando de atrações de TV tem se tornado freqüente, mas não percebem que são poucos os casos que dão certo. Fernanda Lima é um bom exemplo de que, com estudo e preparação, há uma aceitação maior do público. A apresentadora Eliana, certa vez, em entrevista à coluna “Direto da fonte” afirmou: “Tenho 20 anos de carreira e acho curioso quando vejo alguém dizendo ‘sou modelo’, ‘sou apresentadora’. Não por preconceito, mas pela falta de tempo para se denominar como tal. [...] Preciso de tempo para estudar e me preparar. Não entro em uma sala de aula para ganhar nota 5!”. Lógico que Eliana estava se referindo à sua sucessora no programa Tudo É Possível, o qual estreou na Record e que, hoje, é seu concorrente na batalha dominical. Picuinhas à parte, Eliana tem razão. É preciso comer muito arroz e feijão para engordar o boi. Hoje em Dia é apresentado, além de Giane, por Celso Zucatelli, Chris Flores, Eduardo Guedes – já mencionado anteriormente – e a loira, de segunda à sábado, às 9h30min, nas telas da TV Record.
APLAUSO:
                Pudemos ter uma prévia do que será a Copa do Mundo de 2014 no último sábado (30), onde tivemos o “Sorteio das Eliminatórias da Copa de 2014”. Num evento de gala, exibido pela TV Globo e comandado por Fernanda Lima e Tadeu Schmidt, astros da história do futebol brasileiro, como Zagalo, Ronaldo Fenômeno, Bebeto e Neymar, só para citar alguns, e feras da nossa música encheram de orgulho nossos corações. Se é verdade que o futebol é o que nos une, então foi neste fim de semana que tivemos esta certeza. Emocionante foi ver a orquestra cantando ao lado da musa Ivete Sangalo, que deu seu show à parte. Fernanda Lima e Tadeu Schmidt em trajes elegantes demonstraram desenvoltura frente ao evento que reuniu, além de autoridades da FIFA dos quatros cantos do mundo, a presidente Dilma Rousseff e nosso embaixador da Copa, por ela nomeado, Pelé. Com discursos excessivos e desnecessários, Galvão Bueno e sua equipe comentaram o evento. Agora, é esperar para ver os próximos encontros e os momentos que a cultura brasileira se difundirá pelo mundo através da Copa do Mundo do Brasil.

PS: Não sei se você, leitor, reparou nos últimos acessos que o nosso blog – sim, pois você é parte dele (a principal, eu diria) – recebeu algumas atualizações. Hoje, o Tarja Preta conta com duas ferramentas que incrementaram e que trouxeram mais qualidade de entretenimento, cultura e informação à você que merece tudo isso. Com o “Tarja Preta News” você pode ter notícias relacionadas aos assuntos que escolhi e que considero que sejam de seu interesse. Assim, você se atualiza do que está acontecendo ao seu redor com assuntos de futebol, sexo, religião, novelas, meteorologia, política, moda, economia, entre outros. Você clica no assunto que deseja e, abaixo, notícias relacionadas surgirão para que você tenha os melhores relatos. Outra novidade foi a contagem de acessos. E, por incrível que parece, já ultrapassamos a margem de 2200 acessos desde a estréia, em fevereiro deste ano. Parece futilidade, mas, para mim, é uma grande marca. Tarja Preta, tornando sua vida mais simples!

Considerações sobre a lua

Outro dia fiquei intrigado com a natureza da lua que quase me apaixonei por ela, tamanha proximidade temos um do outro. Comecei a pensar o porquê de nos encantarmos por ela, porque possui o brilho que tem e instiguei-me ainda mais quando refleti sobre sua singularidade.
                A noite só fica completa quando ela apontar. Mesmo durante o dia, ela já está aposta, num lugar muito singelo, verdade, que é para não ofuscar o brilho do sol. Portanto, tratando a si mesma com muita humildade.
                Detentora dos segredos, amante dos apaixonados, confidente dos aflitos. Talvez seja um dos únicos seres que reconheça o tamanho da sua grandiosidade. Grandiosidade, esta, um tanto inconstante, já que passa por algumas mutações. Cada fase, um novo mistério que desperta a curiosidade do seu mais modesto admirador.
                Inspiração aos poetas, companhia aos solitários, clarão das madrugadas. Fico a pensar, quantos segredos já lhe foram confidenciados, quantos casos de amor já iluminou e quantas lágrimas ajudou a enxugar. Quanta fantasia desperta nos corações dos mais humildes e quanto deboche já alegrou os assuntos dos mais apossados.
                Raramente, ela deixa que a terra a encubra. Talvez pela vergonha que sente dos feitos da humanidade. O eclipse é a forma mais sutil que a lua encontrou para protestar contra a violência, contra o preconceito, contra corrupção. Mesmo o fenômeno sendo notícia e motivo de admiração, ninguém para pra pensar o porquê a lua deixa que um outro ser domine sua beleza, sua claridade, seu efeito. Somente por grandes decepções é que deixamos nosso brilho se ofuscar. Só nos tornamos apáticos por que não conseguimos, a todo tempo, manter a postura de durões. É chegada a hora de nos prostrarmos. Mas, nessas horas, quando estamos precisando de um apoio, os outros acabam nos vendo de uma maneira contrária e, conseqüentemente, nos deixam à mercê de um carinho.
                E é assim, sozinhos, que tenho a visão mais precisa da lua. Tão longe, tão solitária – mesmo com a presença das estrelas – é que ela vive o seu mundo. É fantasiar demais, mas será mesmo que a lua, com toda sua pose de diva, não tem suas fraquezas? Será mesmo, que no mais íntimo de seus sentimentos, a lua não se sente cansada de ser tão sozinha? De não ter alguém pra amar, de não poder dividir suas opiniões, seus próprios segredos.
É, lua, por essas e outras que eu sou capaz de me apaixonar por você. Quem sabe, juntos, teríamos a nossa própria lenda a ser escrita. É por essa solidão que nos identificamos. Não temos a quem partilhar nossas aventuras nem sequer praticar tais aventuras. Não temos alguém para chamar de “melhor” amigo, apesar de termos estrelas maravilhosas a nossa volta. Não temos quem nos diga: “Calma, logo passa!” ou, melhor: “Calma, eu tenho a solução!”. E, o que seria melhor ainda: “Calma, eu sou a sua solução!”. Mas, apesar dessa solidão tão grande, temos a sorte de sermos tão grande, por vezes, que nossa presença, além de agradar muitos, ser cupido para outros, também permite com que sintam a nossa existência.
É, lua, de fato, você foi feita pra mim...

                               arquivo pessoal

Vaias e Aplausos

Os destaques da semana – bons e ruins, você confere agora no Tarja Preta desta quinta-feira.
VAIA:
                O fim de semana foi triste com a notícia da morte de Amy Winehouse. A talentosa cantora foi encontradak, em seu apartamento, às 16 horas e, a que tudo indica, a causa de seu falecimento – aos 27 anos – pode ter sido uma overdose. Ontem, quarta-feira, fiquei ainda mais decepcionado quando, ao ver que, dentre os assuntos mais comentados do twitter, estava a atriz Vera Fischer. Pasme: a bela foi internada em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos e, para deboche dos twitteiros de plantão, foi comparada à Amy. Não quero vaiar nenhuma das duas, nem Amy nem Vera, mas sim ao poder incontrolável que a droga faz na vida das pessoas. Tomemos por exemplo, agora sim, a vida das duas artistas: lindas, talentosíssimas, admiradas e drogadas. Ambas tinham/têm tudo e ainda precisam perder tudo o que conseguiram e construíram – carreira, inclusive -, por uma “coisa” que não levará a nada. Lamentável, decepcionante e muito, muito triste. Torcendo pela recuperação de Vera Fischer – que nasceu no mesmo dia que eu (uma sagitariana digna de um 27 de novembro haha) – que pode ser vista na exibição de O Clone, nas tardes da Globo e que fez uma pequena participação em Insensato Coração, anovela das 21 horas da Globo, como Catarina Diniz. As causas da morte de Amy serão reveladas daqui um mês, segundo informações...
APLAUSO:
                Foi sofrido, mas a gaúcha Priscila Machado levou o título de Miss Brasil 2011, no último sábado, 23. Sob vaias – uma falta de educação que recebeu uma “punição” (explicarei mais adiante) a modelo recebeu a coroa e a faixa das mãos da Miss Brasil 2010, Débora Lyra – gorda, ex-namorada do jogador Alexandre Pato -. Foi discutível, claro, a premiação da morena, já que a Miss Bahia, Gabriela Rocha, também estava no páreo – um dos motivos para a rejeição de Priscila -. Embora Gabriela e Priscila tenham um potencial excelente para disputar o Miss Universo – que, pela primeira vez na história, será realizado no Brasil – muitas candidatas ao título não ficaram entre as finalistas (Miss Distrito Federal e Miss Minas Gerais, só para citar algumas). Mas eu, apesar de minha opinião ser suspeita, já que sou conterrâneo de Priscila, concordei com a escolha e argumento: a Miss Brasil 2011, a mulher mais linda do país, segue as exigências que são cobradas no concurso Miss Universo (explicando: que proibiu a venda de ingressos ao público, devido ao vexame causado pela platéia na escolha de sábado), ou seja, é uma forte candidata ao título. E, deixem-me rasgar ceda, agora: é gaúcha, é linda e é a mulher mais linda do Brasil. Tentaram até fazer com que a garota perdesse o título por conta de uma atitude de má fé de um fotógrafo que fez umas fotos da modelo semi-nua. Boanerges Gaeta Jr afirmou que Priscila não perderá o título e tem grandes chances de conquistar o Miss Universo. Aguardaremos ansiosos, os brasileiros de verdade...