Ser psicólogo e ser humano


Confrontados sobre o tema em uma das últimas aulas, pude perceber o quanto é difícil assumir dois papéis, sendo você, uma única pessoa. Em que conceitos os leigos, nossos futuros dependentes, abarcam acerca da nossa presente e futura existência?
                Desde que comecei o curso, permiti me posicionar de uma maneira diferente perante a mim mesmo, mas, principalmente, à sociedade – todos os tipos dela -, mas com uma preocupação quase fundamental: assumir essa postura um pouco mais elegante – talvez não seja bem essa a palavra certa -, mantendo intacta a minha integridade e subjetividade, já que as pessoas com as quais convivo me aceitam de tal forma.
                Nas conversas informais, as expressões das pessoas ao descobrirem o que curso que estamos prestando são das mais variadas: desde o arregalar dos olhos ao franzir das sobrancelhas. Para nosso doce deleite, além de nos divertimos com essa situação, tomamos uma condição de superioridade. Assim, parecemos portados de um título de nobreza da atualidade. Afinal, o próprio senso comum, mesmo nós não possuindo tais atributos, por educação, respeito ou consideração, na certa, nos chamarão de Doutor Fulano de Tal.
                Pobres mortais, não têm noção da tamanha responsabilidade que passamos a dotar. São tantos sentimentos e tantas vidas à palma de nossa mão que se traduzem numa tarefa árdua para uma profissão que, apesar de ostentar uma aparência de luxo, exige muito mais do que uma dedicação extra.
                Considero importante salientar que, longe dos estudos, vou tentando manter a mesma postura, até para não perder um pouco da minha essência e não assustar aqueles com quem convivo. Mas, principalmente, não me vidrar tanto e suspender a vida por alguns instantes. Difícil é fazer com que eles suspendam a sua vida junto contigo.
                O exercício é longo e, a partir do momento em que fiz essa escolha, mesmo não tendo me dado conta, assumi um compromisso pra minha vida toda. Amanhã ou depois, formado ou não, ainda olharão pra mim, com a sobrancelha arqueada ou um olhar mais assustado, talvez um sorriso amarelo, quando eu disser que me perdi nos labirintos de Freud. Difícil é segurar a onda e controlar aqueles pensamentos que, um bom psicólogo, não teria tais aptidões.
                A academia nos permite que nos moldemos: no início, crus; no fim, polidos. A certeza, talvez um pouco desconfortável, é que essa estruturação da nossa nova postura precisa se dar durante o período em que estivermos vivendo esse momento de concretização das nossas opções.

Vaias e Aplausos


Prestes a ter seu desfecho revelado, Insensato Coração, a novela das nove da TV Globo chega ao seu fim amanhã, na sexta-feira (19). E, o Tarja Preta, não poderia ficar de fora dessa data especial. Pensando nisso, vamos ver o que foi bom e ruim durante toda a trama. Confira!
VAIAS:
                - A primeira vaia vai pro casal de protagonista, Pedro e Marina, que deixou a desejar desde o início e não me agradou nenhum pouco. A interpretação de Eriberto Leão e Paola Oliveira não me convence e a alta cúpula da Globo insiste em destacar a atriz nos papéis principais de suas tramas.
                - Lázaro Ramos galã? Enfim, a prepotência da personagem “André” interpretada por Lázaro Ramos foi um tanto absurda. Um exagero da parte dos autores, principalmente, quando este dizia: “Desculpa, não repito transa. Seu táxi já está lá em baixo, te esperando” (haha). Enfim, pode ser inveja, também...
                - Sem graça, sem sal, açúcar, pimenta e todos os outros temperos. Paula Cortez, interpretada por Tainá Müller foi outra personagem que não engrenou na trama. Prova disso foi a transformação do namorado, Eduardo (Rodrigo Andrade), que se descobriu homossexual no decorrer da história.
                - A novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares bateu recorde de mortes, assassinatos e afins. Vamos lembrar: Olegário Silveira (o patrão da Norma, Hugo Carvana), Luciana (a noiva de Pedro, Fernanda Machado), Jonas (presidiário, irmão de Sueli, Tuca Andrada), Carmem (a viúva enganada por Léo, Nívea Maria), Araci (a presidiária inimiga de Norma, Cristiana Oliveira), Clarice (esposa de Cortez, Ana Beatriz Nogueira), Milton (pai de Bibi, José de Abreu), Irene (prima de Léo e Pedro, Fernanda Paes Leme), Zeca (comparsa de Léo, André Barros), Gregório (pai de André, Milton Gonçalves), Henrique (empresário do banco Horácio Cortez, Ricardo Pereira), Dalva (falsa amiga de Norma que lhe roubou o que tinha assim que foi presa, Suzana Ribeiro), Teodoro (ricaço que casou com Norma, Tarcísio Meira), Gilvan (homossexual agredido pelo bando de Vinícius que foi espancado até a morte, Miguel Roncato) e a mais recente: Norma Pimentel Amaral – a ex-presidiária inocente que prometeu vingança a Léo por tê-la colocado atrás das grades pelo crime que não cometeu, interpretada por Glória Pires. Nessa nossa contabilidade, forma 15. Se foram só estes, não sei, mas que foram vários, não há dúvidas.

APLAUSOS:
                - Insensato Coração só rendeu por causa da interpretação que Glória Pires deu a sua Norma. Destaque do início ao fim, uma atuação impecável, digna da veterana que já deu vida a tantas outras personagens inesquecíveis como a Maria de Fátima de Vale Tudo e as gêmeas Ruth e Raquel de Mulheres de Areia (que estará de volta no Vale a Pena Ver de Novo, a partir de setembro). Norma prendeu o público numa história de vingança contada com tanta maestria que, por vezes, foi mais interessante           que a das personagens principais. Para aplaudir Glória Pires, só em pé, pois esta soube dar à Norma a tonalidade que a personagem merecia, fazendo com que o telespectador se sentisse vingado em cada uma de suas humilhações à Léo. Assim, a atriz consegue emplacar mais um sucesso que torna sua carreira reconhecida pro tais personagens.
                - As divertidas cenas do trapalhão Douglas (interpretado brilhantemente por Ricardo Tozzi) e da “pegadora” Bibi (da impagável Maria Clara Gueiros) foram outro sucesso da novela. As falas idiotas da personagem de Tozzi renderam boas gargalhas e divertiram o público. Tornaram célebre as cenas em que o rapaz se explicava: “Eu não bebi, Bibi” ou queixando-se das noites mal dormidas “As orelhas da cara”. Até os últimos capítulos, o casal pôde surpreender, pois, no dia do casamento, Bibi apareceu com um vestido vermelho, contrariando o sonho do noivo. Com muito talento, a dupla passa a ser outro gancho de destaque na trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares e será lembrada quando o nome da história for mencionado.
                - O elenco de Insensato Coração contava com um time de excelente gabarito. Antônio Fagundes deu tanta vivacidade a sua personagem, Raul, que me emocionou diversas vezes ao ver-se divido entre o amor de seus filhos. Outro nome que pode ser citado é o da atriz Débora Evelyn, que tantas vezes foi odiada por conta das peripécias de sua personagem, Eunice. A alpinista social só pensava em dar-se bem a qualquer custo, mesmo que isso lhe custasse o amor da família. Além destes, outra Deborah, a Secco. Natalie Lamour foi o que eu chamaria de uma “personagem-faca-de-dois-gumes”: odiada por alguns e idolatrada por outros. No início da trama, Natalie fazia de tudo para conquistar a fama e, por isso, Débora Secco foi muito criticada e comparada à Darlene, sua personagem em Celebridade. No decorrer da trama, Natalie posou nua, casou-se com o banqueiro Horácio Cortez (outro ator talentoso que compôs o Elenco, Herson Capri) e tornou-se a esposa do bandido, culminando no fim de sua carreira. Não poderia deixar de elogiar Helena Fernandes, a Gilda, que mostrou versatilidade ao incorporar uma mulher elegante e dona de conceitos bastante solidificados. Apaixonei-me pela personagem e pela interpretação, que, pelo talento da atriz, é difícil acreditar que era a mesma pessoa que interpretava a homossexual Ipanema, no extinto seriado A Diarista. Só para citar, vale a pena lembrar e considerar nomes como Natália do Vale (a Wanda), Camila Pitanga (a Carol), Rosi Campos (a Haidê), Gabriel Braga Nunes (o inesquecível Léo), Natália Thimberg (a Vitória Drummond), Ana Lúcia Torre (a insuportável Tia Neném) e o casal Giovana Lancelotti e Jonatas Faro (Cecília e Rafael, respectivamente).
                - Insensato Coração ainda contou com algumas cenas tão bem escritas que tornaram-se inesquecíveis para a história da novela e, quiçá, para a teledramaturgia brasileira. Não há como esquecer o capítulo que Horácio Cortez é pego em fuga e Natalie, desastrada, deixa abrir a maleta, voando pelos céus todo o dinheiro sujo adquirido pelo empresário. A beleza da cena foi gigante: trilha sonora perfeita (Que País É Esse? – Legião Urbana) deu o ar de incredulidade que a cena exigia. Isso sem falar na interpretação dos atores que merecem o devido reconhecimento. Outra cena bastante pertinente em minha memória é o encontro de Léo e Norma, assim que ela torna-se viúva de Teodoro. Norma faz com que Léo a busque no cemitério e corta o malandro durante o caminho. Ao revelar sua nova identidade, Léo treme na base, mas não perde a oportunidade de ostentar sua indiferença. E, nesta última semana, pudemos conferir a cena da morte de Norma, gerando a inevitável indagação: “Quem matou Norma?”. Para isso, uma salva de palmas com louvor para direção, de Dennis Carvalho, e autoria: Gilberto Braga e Ricardo Linhares.
                - Cristiana Oliveira é outra que vai ser lembrada eternamente pela sua Araci. Diferentemente de todos os seus trabalhos, a atriz se transformou ao viver a detenta inimiga de Norma e temida por todas as suas outras colegas de cela. Cristiana engordou 15kg para dar mais veracidade a sua atuação. Digna de muitos aplausos, a atriz passa a ser lembrada por Juma, de Pantanal, e pela Araci, de Insensato Coração.
                Num balanço total, Insensato Coração foi uma boa novela, uma boa novela das 9 (como foi anunciada, desde sua estréia, em 17 de janeiro). Demorou para cair no gosto do público, mas teve os elementos folhetinescos que toda boa trama deve ter para atrair seu público. Insensato Coração entra para a história da teledramaturgia brasileira com um saldo positivo e a certeza de boas lembranças para os que acompanharam a história do início ao fim.

Quanto tempo o tempo tem


Comecei a refletir, coisa que tenho feito muito nos últimos tempos e que, modéstias à parte, é o que sei fazer de melhor, sobre como o tempo é injusto e, ao mesmo tempo, justo demais; ao quanto ele é severo, inflexível e o quanto ele é indecifrável. Na verdade, todas essas indagações surgiram após eu ouvir uma das mais lindas canções do grupo “Biquíni Cavadão”, “Quanto tempo demora um mês” [no final desta crônica, você poderá curtir a letra da música].
                Descobri, depois de muito pensar e repensar e pensar de novo, que só o tempo é capaz de explicar algumas coisas. Só ele fará com que algumas situações sigam o caminho que deveriam seguir. Só ele poderá explicar os porquês de sua vida: porque não encontrou alguém assim antes, porque está demorando a encontrar, porque tem que ser assim. Só ele dirá quem está certo ou errado, o que é bom ou ruim para você, o que deve e o que não deve ser feito.
                Através dos tempos, evoluímos. Deixamos de gostar de certas coisas, nos desapegamos. Com o tempo, conseguimos esquecer as mágoas – ou não -, adquirimos maturidade – ou não -, nos transformamos – absolutamente. É através do tempo que tomaremos nossas melhores decisões: precipitadas ou não, acertadas ou não, mas, sobretudo, corajosas. Mas, com o passar do tempo, é que aprendemos a administrar melhor os nossos erros. Talvez deixemos de cometer alguns, por aprendizagem ou ciclo natural; talvez, alguns cometamos pelo simples prazer de errar novamente e começar tudo outra vez.
                E aos que mais precisam do tempo, será que ele costuma passar como deveria? Àqueles que estão à espera de um órgão, por exemplo. Como deve ser difícil esperar o tempo certo... Haja paciência! E aos atribulados? Será que ele deve passar rápido demais? Como fazer para administrar tanta coisa em “tão pouco” tempo?
                Ah, mas há certas coisas que não mudam nenhum pouco. Você pode viver cem anos e tudo ainda estará lá, do mesmo jeitinho que você deixou – ou cativou -. Amor de pai e mãe, é assim. Por mais que você saia, viva longe deles, eles ainda estarão te esperando com as mesmas manias e o mesmo amor inesgotável.
                Mas, sem querer desprezar os sentimentos de ninguém, o tempo deve ser muito injusto aos que sentem saudade, como eu. Só quem sente saudade sabe como é não saber a data certa de um próximo reencontro. Só quem tem um amor de verdade sabe como é contar as horas e os segundos para sentir o gosto do beijo, o toque, o cheiro da pessoa amada outra vez. Só aquele que sente saudade, como eu, sente o prazer em rasgar a folha do calendário, que não vê a hora do dia terminar para que o amanhã passe depressa e, assim, com menos dias longe, chegue o dia da próxima vez. Por mais distantes que sejam, tempo e saudade são duas variáveis que se combinam terrivelmente. Pois a saudade é o que acontece enquanto o tempo te distancia daqueles que você quer bem.
                Toda noite, quando coloco a cabeça no travesseiro e começo a rezar, fico na dúvida se agradeço por mais um dia ou menos um dia. Se for um dia em que o saldo for positivo, óbvio: agradeço por ter a oportunidade de ter aproveitado essa dádiva da vida. Por outro lado, se foi menos um dia, eu fiz tudo o que tinha que fazer? Será que ainda terei as mesmas chances de fazer aquilo que ainda não fiz? Será que meu tempo ainda permitirá com que eu viva todas as emoções, desafios, oportunidades e obstáculos que a vida pode oferecer?
Uma vez eu li uma entrevista da Elza Soares e lhe perguntaram o que ela ainda não tinha conhecimento a respeito da vida e ela respondeu categoricamente: “Quem é o tempo? Vou morrer sem saber quem é este senhor!”. Eu nunca mais esqueci disso e, hoje, me pergunto: Quando é que nos colocaremos frente a frente? Teremos essa chance? E ele nos dirá o porque de termos passado tanto tempo longe daquilo que nos fazia bem? Será esta a hora de colocarmos, em pratos limpos, o porque de termos esperado por tanto tempo para que encontrássemos a energia, magia ou fórmula certa para vivermos de bem com nós mesmos.
                Para encerrar, deixo um pensamento de um autor que desconheço, mas que, verdadeiramente, vai além daquilo que concluí sobre o tempo: “O tempo é muito lento para os que esperam; Muito rápido para os que tem medo; Muito longo para os que lamentam; Muito curto para os que festejam; Mas, para os que amam, o tempo é eterno.”

Quanto tempo demora um mês
Biquíni Cavadão
Composição: Álvaro, Bruno, Miguel, Coelho, Gian Fabra
Acordei com o seu gosto
E a lembrança do seu rosto
Porque você se fez tão linda?
Mas agora você vai embora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar?
A vida inteira de um inseto
Um embrião pra virar feto
A folha do calendário
O trabalho pra ganhar o salário.
Mas daqui a um mês
Quando você voltar
A lua vai tá cheia
E no mesmo lugar...
Se eu pudesse escolher
Outra forma de ser
Eu seria você.
E a saudade em mim agora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar?
Ser campeão da copa do mundo
Um dia em Saturno
Pra criança que não sabe contar vai levar um tempão.
Daqui a um mês
Quando você voltar
A lua vai tá cheia
E no mesmo lugar.
Mas daqui a um mês
Quando você voltar
A lua vai tá cheia
E no mesmo lugar...
Quando você voltar
Daqui a um mês
Mas daqui a um mês
Quando você voltar
A lua vai tá cheia
E no mesmo lugar...

Vaias e Aplausos

Nesta quinta, novos destaques contribuíram para a coluna. Confira!

APLAUSO:
             A pergunta que não quer calar: "Quem matou Salomão Hayalla?" Foi com muita expectativa que, na última quinta-feira (04) a novela O Astro exibiu, num capítulo empolgante e elegante do início ao fim, a principal característica da obra-prima de Janete Clair, exibida em 1978. Curiosidade: O Astro foi a primeira novela a utilizar este recurso para prender o telespectador. Obviamente, um sucesso tão acertado que, além de já ter sido utilizado por outras tramas, no último capítulo, o Brasil parou (literalmente) para descobrir a identidade do assassino. No site da trama, uma lista de onze suspeitos auxilia os internautas a desvendarem o mistério. Os nomes são: Adolfo (Reginaldo Faria), Amin (Tatu Gabus Mendes), Clô (Regina Duarte), Felipe (Henri Castelli), Henri (João Baldasserine), Magda (Rosamaria Murtinho), Miriam (Mila Moreira), Nádia (Vera Zimmermann), Neco (Humberto Martins), Samir (Marco Ricca) e Youssef (José Rubens Chachá). As chamadas dos capítulos da novela exibidos durante a semana nos deram a incrível sensação de estarmos revivendo uma época de ótimas novela, como as do tempo em que a trama original fora exibida. A novela O Astro é exibida pela TV Globo, às 23 horas, e é escrita por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, baseada na obra da "Maga das Oito", Janete Clair.




VAIA:
         É divertido, é engraçado, é saudoso e é uma opção diferente aos domingos. Assisti, pela primeira vez, essa semana a "Escolinha do Gugu" e ri, claro, com as idiotices, trocadilhos toscos e piadas fúteis da nova geração da escolinha - que é uma cópia da "Escolinha da Barulho" exibida há muitos anos pela Record. Tudo bem, até aí. Ou, melhor: até ela entrar em cena. Confesso que, no auge de meus 18 anos, já viu coisas que até Deus duvida, mas Geisy Arruda como atriz foi a pior de todas. Sem talento, a ex-universitária interpreta uma moça que é expulsa da sala por conta de seus vestidos - qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Tudo bem, eu admito: não simpatizo com esses "pseudo-artistas" que se julgam atores da noite pro dia. E, no caso de Geisy, a antipatia vem desde sua participação no reality "A Fazenda", na terceira edição, exibida no ano passado. Suportar burrices no domingo já é de rotina do brasileiro, mas Geisy Arruda é tortura, né? A "Escolinha do Gugu" é um quadro dentro do Programa do Gugu que vai ao ar nas tarde de domingo da Rede Record, a partir das 16 horas.

Eu não sei


Cheguei num estágio muito crucial, duvidoso e, pra ser bem meu estilo, torturante. Pode ter sido só um beijo, mas eu o guardei num lugar tão profundo que vai ser difícil esquecê-lo. Talvez tenha sido só um beijo. Mas eu quero de novo. Quero sentir de novo o seu gosto, te ter por aqueles instantes e aproveitá-los com maior intensidade. Aproveitar cada centímetro do seu corpo e beijá-la; te namorar abraçado à luz da lua e beijá-la; afagar os seus cabelos e beijá-la. E te beijar a vida inteira, tendo você todos os dias pra mim. Só pra mim.
                Mas eu tenho medo. Medo de você não querer. Medo de ter que ouvir o “não” que já ecoa na minha mente e que não o deixo paralisar. Na verdade, quero que você diga aquilo que eu quero ouvir: que foi bom pra você; que você quer outra – e outra e outra e outra – vez; que você pensou sobre a gente e que decidiu que não sabe viver longe de mim.
                O efeito do seu beijo me deixou assim: pensando em você a todo instante, com medo de te perder e não ter aqueles minutos maravilhosos em outra chance.
                Não quero ficar só com a lembrança daquela noite linda, que até a lua se vestiu de gala pra brindar o nosso encontro. Vai ver tenha sido ela que preparou tudo para que dois ganhassem e ficassem com saudade um do outro. Bom, eu tentei te deixar com gostinho de “quero mais”, mas não sei se fui tão eficiente assim.
                Vai, me diz! Preciso saber, te ter mais uma vez. Eu não posso negar, tenho que confessar e gritar pra todo mundo ouvir: eu estou fudido e completamente apaixonado por você!

Vaias e Aplausos

                Como não poderia deixar de ser, o Tarja Preta traz, nesta quinta-feira, os destaques da semana.
VAIA:
                Acompanhei, praticamente, desde o início, mas não tem jeito da moça engrenar. Giane Albertoni até tenta, mas não convence como apresentadora do matinal “Hoje em Dia” da Record. Ocupando o posto que, na origem, era de Ana Hickmann, a loira tem trejeitos que beiram a bizarrice. Suas falas são infantis e seus gestos exagerados demais à quem tem a função de passar dicas de estilo e etiqueta aos telespectadores. Até mesmo seus colegas de palco deixam transparecer a insatisfação que têm em dividir a atração com a ex-modelo. Eduardo Guedes, mesmo, já demonstrou desagrado com algumas alfinetadas. Em dias em que há um temática a ser discutida, Giane faz as perguntas mais idiotas aos convidados. Essa história de tirar modelos das passarelas e colocá-las no comando de atrações de TV tem se tornado freqüente, mas não percebem que são poucos os casos que dão certo. Fernanda Lima é um bom exemplo de que, com estudo e preparação, há uma aceitação maior do público. A apresentadora Eliana, certa vez, em entrevista à coluna “Direto da fonte” afirmou: “Tenho 20 anos de carreira e acho curioso quando vejo alguém dizendo ‘sou modelo’, ‘sou apresentadora’. Não por preconceito, mas pela falta de tempo para se denominar como tal. [...] Preciso de tempo para estudar e me preparar. Não entro em uma sala de aula para ganhar nota 5!”. Lógico que Eliana estava se referindo à sua sucessora no programa Tudo É Possível, o qual estreou na Record e que, hoje, é seu concorrente na batalha dominical. Picuinhas à parte, Eliana tem razão. É preciso comer muito arroz e feijão para engordar o boi. Hoje em Dia é apresentado, além de Giane, por Celso Zucatelli, Chris Flores, Eduardo Guedes – já mencionado anteriormente – e a loira, de segunda à sábado, às 9h30min, nas telas da TV Record.
APLAUSO:
                Pudemos ter uma prévia do que será a Copa do Mundo de 2014 no último sábado (30), onde tivemos o “Sorteio das Eliminatórias da Copa de 2014”. Num evento de gala, exibido pela TV Globo e comandado por Fernanda Lima e Tadeu Schmidt, astros da história do futebol brasileiro, como Zagalo, Ronaldo Fenômeno, Bebeto e Neymar, só para citar alguns, e feras da nossa música encheram de orgulho nossos corações. Se é verdade que o futebol é o que nos une, então foi neste fim de semana que tivemos esta certeza. Emocionante foi ver a orquestra cantando ao lado da musa Ivete Sangalo, que deu seu show à parte. Fernanda Lima e Tadeu Schmidt em trajes elegantes demonstraram desenvoltura frente ao evento que reuniu, além de autoridades da FIFA dos quatros cantos do mundo, a presidente Dilma Rousseff e nosso embaixador da Copa, por ela nomeado, Pelé. Com discursos excessivos e desnecessários, Galvão Bueno e sua equipe comentaram o evento. Agora, é esperar para ver os próximos encontros e os momentos que a cultura brasileira se difundirá pelo mundo através da Copa do Mundo do Brasil.

PS: Não sei se você, leitor, reparou nos últimos acessos que o nosso blog – sim, pois você é parte dele (a principal, eu diria) – recebeu algumas atualizações. Hoje, o Tarja Preta conta com duas ferramentas que incrementaram e que trouxeram mais qualidade de entretenimento, cultura e informação à você que merece tudo isso. Com o “Tarja Preta News” você pode ter notícias relacionadas aos assuntos que escolhi e que considero que sejam de seu interesse. Assim, você se atualiza do que está acontecendo ao seu redor com assuntos de futebol, sexo, religião, novelas, meteorologia, política, moda, economia, entre outros. Você clica no assunto que deseja e, abaixo, notícias relacionadas surgirão para que você tenha os melhores relatos. Outra novidade foi a contagem de acessos. E, por incrível que parece, já ultrapassamos a margem de 2200 acessos desde a estréia, em fevereiro deste ano. Parece futilidade, mas, para mim, é uma grande marca. Tarja Preta, tornando sua vida mais simples!

Considerações sobre a lua

Outro dia fiquei intrigado com a natureza da lua que quase me apaixonei por ela, tamanha proximidade temos um do outro. Comecei a pensar o porquê de nos encantarmos por ela, porque possui o brilho que tem e instiguei-me ainda mais quando refleti sobre sua singularidade.
                A noite só fica completa quando ela apontar. Mesmo durante o dia, ela já está aposta, num lugar muito singelo, verdade, que é para não ofuscar o brilho do sol. Portanto, tratando a si mesma com muita humildade.
                Detentora dos segredos, amante dos apaixonados, confidente dos aflitos. Talvez seja um dos únicos seres que reconheça o tamanho da sua grandiosidade. Grandiosidade, esta, um tanto inconstante, já que passa por algumas mutações. Cada fase, um novo mistério que desperta a curiosidade do seu mais modesto admirador.
                Inspiração aos poetas, companhia aos solitários, clarão das madrugadas. Fico a pensar, quantos segredos já lhe foram confidenciados, quantos casos de amor já iluminou e quantas lágrimas ajudou a enxugar. Quanta fantasia desperta nos corações dos mais humildes e quanto deboche já alegrou os assuntos dos mais apossados.
                Raramente, ela deixa que a terra a encubra. Talvez pela vergonha que sente dos feitos da humanidade. O eclipse é a forma mais sutil que a lua encontrou para protestar contra a violência, contra o preconceito, contra corrupção. Mesmo o fenômeno sendo notícia e motivo de admiração, ninguém para pra pensar o porquê a lua deixa que um outro ser domine sua beleza, sua claridade, seu efeito. Somente por grandes decepções é que deixamos nosso brilho se ofuscar. Só nos tornamos apáticos por que não conseguimos, a todo tempo, manter a postura de durões. É chegada a hora de nos prostrarmos. Mas, nessas horas, quando estamos precisando de um apoio, os outros acabam nos vendo de uma maneira contrária e, conseqüentemente, nos deixam à mercê de um carinho.
                E é assim, sozinhos, que tenho a visão mais precisa da lua. Tão longe, tão solitária – mesmo com a presença das estrelas – é que ela vive o seu mundo. É fantasiar demais, mas será mesmo que a lua, com toda sua pose de diva, não tem suas fraquezas? Será mesmo, que no mais íntimo de seus sentimentos, a lua não se sente cansada de ser tão sozinha? De não ter alguém pra amar, de não poder dividir suas opiniões, seus próprios segredos.
É, lua, por essas e outras que eu sou capaz de me apaixonar por você. Quem sabe, juntos, teríamos a nossa própria lenda a ser escrita. É por essa solidão que nos identificamos. Não temos a quem partilhar nossas aventuras nem sequer praticar tais aventuras. Não temos alguém para chamar de “melhor” amigo, apesar de termos estrelas maravilhosas a nossa volta. Não temos quem nos diga: “Calma, logo passa!” ou, melhor: “Calma, eu tenho a solução!”. E, o que seria melhor ainda: “Calma, eu sou a sua solução!”. Mas, apesar dessa solidão tão grande, temos a sorte de sermos tão grande, por vezes, que nossa presença, além de agradar muitos, ser cupido para outros, também permite com que sintam a nossa existência.
É, lua, de fato, você foi feita pra mim...

                               arquivo pessoal