Vaias e Aplausos

O que é destaque em todas as esferas, você curte aqui!
VAIA:
                            • No mínimo, ridículo. Herson Capri, Horácio Cortez em "Insensato Coração", tentou, tentou e conseguiu conquistar, com uma mentira, o coração da lindíssima Natalie Lamour (Débora Secco). Um homem elegante, de negócios e, não menos, inteligente. Obviamente, dono de um vocabulário muito rico. Mas, a intimidade com a ex participante do fictício "Volúpia na Montanha", me deixa envergonhado. Não pela cena em si (senão, eu chamaria de inveja e não vergonha), mas pela maneira como ele a chama: "gata". Vamos e venhamos: um velho, querendo posar de garotão, poupe-me, né? Você, leitor, pode até discordar, mas soa até agressivo em dados momentos. E, nas horas em que banca o gentleman, chega a destoar do personagem! Da autoria de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, "Insensato Coração" vai ao ar às 21 horas pela TV Globo.

APLAUSO:
                               • Um "grand finale" digno de Maria Adelaide Amaral está reservado para "Ti-Ti-Ti" amanhã. Mas, os que estão antecedendo o último capítulo têm sido emocionantes. No capítulo de ontem, por exemplo, Cláudia Raia e Armando Babaioff (Jaqueline e Thales, respectivamente) selaram a separação dos dois cantando "Você vai lembrar de mim". De arrepiar até o último fio de cabelo. Cláudia, que já atuou em outras novelas como cantora, deu outro show. Armando, por sua vez, cumpriu com perfeição a missão e deu um brilho a mais na cena, parecendo um verdadeiro conto de fadas. No final do capítulo, outra cena admirável: o acidente de Marcela (personagem da bela Ísis Valverde). Uma mistura de incredulidade e, mais uma vez, admiração com o tamanho da dimensão que o carro capotou. GENIAL! Dá uma emoção a mais e uma ansiedade maior na espera pelo capítulo final que vai ao ar amanhã, sexta-feira, 18.03. "Ti-Ti-Ti", escrita por Maria Adelaide Amaral, é uma novela exibida pela TV Globo, às 19:30 horas.

É 15 de Março...

Como tudo em minha vida, os últimos 365 dias podem ser descritos como os mais desafiadores dela. E, revendo o que aconteceu comigo nos últimos tempos, creio que me tornei uma pessoa melhor, modéstias à parte.
                Há exatamente um ano, pessoas foram entrando em minha vida e, lentamente, fui abrindo um espaço à elas que, avassaladoramente, me acolheram com paciência, carinho e apoio. Tudo o que eu mais precisava. Foi nesse tempo, também, que sofri por motivos que jamais pensei que sofreria. Humilhações e constrangimentos que não desejo à ninguém. Mas que, com elas, caí na realidade e percebi que ninguém é tudo o que parece ser e comprovei a tese que diz que, quando quisermos conhecer os homens, basta darmos poder à eles.
                Por outro lado, deixei uma vida toda pra trás. Uma vida, numa cidadezinha minúscula de peculiaridades particulares. Uma vida de liberdade, sem repressões, gostosa. Além disso, deixei minhas riquezas e, delas, sinto uma saudade irremediável.
                Quando saí de lá, redescobri minha fé. Aprendi que Deus está com a gente, mesmo virando as costas para Ele. E, hoje, sei o que quer dizer “temor à Deus”, pois os fatos me mostraram que Ele é o Senhor de todas as razões e, eu, na minha inteligência ignorante, não sabia disso. Não sabia ou não me permiti saber. E eu assumo este grande pecado porque a minha fé de hoje, graças à Deus, me faz forte.
                Também aprendi a valorizar dois seres que, antes, tinham, obviamente, uma importância, mas que eu não valorizava. Senti falta da proteção, do abraço, do cheiro, da comida e do amor que só meus pais sabem me dar. Falta dos agrados que, indiretamente, me faziam – e continuam me fazendo -, e que eu, por não valorizar esses momentos, nem percebia. Aprendi a respeitá-los mais do que já respeitava e, hoje, qualquer discussão me deixa profundamente chateado, por saber que, infelizmente, nossos momentos juntos são tão raros pra serem desperdiçados com picuinhas. Como eu não consegui sentir todo esse amor antes? E, convenhamos, amar quem nos ama é um tarefa tão simples que nos faz tão feliz...
                No primeiro texto que escrevi aqui, disse que não gostava de fazer uso de clichês, mas, nesse caso, não estou conseguindo encontrar outra expressão a não ser: “Comecei a valorizar as coisas simples da vida”. E, de fato: passei vontade lembrando do sabor da comidinha da minha mãe, senti vontade de tomar um bom chimarrão – símbolo máster da minha cultura – à sombra da minha casa, lendo o jornal de maior circulação no estado, saudade de encontrar, na praça da cidade, casualmente, todo meu grupo de amigos e, dali, rir como se fôssemos felizes, absortos por todas as histórias que contávamos - ou inventávamos.
                Falando em amigos, impossível não citá-los. Alguns, impossível esquecê-los. Amigos são pessoas tão preciosas na minha vida que me dedico à eles, à vida deles, como se fosse a minha. Decepcionar-me com eles, agora que já não faço parte e os vínculos que tínhamos estão se alargando, é um dos trechos pedregosos que esses meus 365 dias me obrigaram a passar. Sinceramente, acho que eles nem sabem a falta que eu posso sentir deles. É difícil citar nome por nome, mas cada um tem um significado muito especial. Uns me dando muitos orgulhos, outros me fazendo rir, outros me consolando, outros me puxando a orelha, outros me tirando da fossa. Tem aqueles que me procuram só pra ter alguém pra falar, outros que me procuram só porque precisam de mim e os que me procuram porque se preocupam comigo.
                É difícil desabituar-se. Sair de sua zona de conforto. Partir. Pra mim, pelo menos, continua sendo. Retirar esses vínculos ainda é muito sofrido e despedir-me desses elementos tão essenciais em minha vida, só poderiam ser por uma grande obstinação. E, por isso, digo, repito e insisto: Minha vida é lá. Meu futuro é aqui!
                Hoje é 15 de março. Estou há um ano longe de casa, aconchego de minha família. Longe de pessoas que me fazem bem e feliz. Eu não sabia que eu era tão feliz. Foi preciso perder pra aprender a dar valor (mais um clichê). E perdas, de qualquer espécie, não são positivas. Se não, chamar-se-iam ganhos. Mas não perdas.
                Mas, contrariando tudo isso, ganhei experiência, maturidade e amigos. Que, sem desmerecer ninguém, me dão a amizade que, das raras vezes que eu não encontrei, me dão aquilo que eu mais preciso: paciência!
                Agora, um ano depois, é tempo de acreditar e esperar pelos próximos 365 dias.

Vaias e Aplausos

Dia de saber o que anda bombando por aí...
                 VAIA:
                  Logo mais a noite, na sessão "Cinema Especial", rola, mais enésima vez, "O Casamento de Romeu e Julieta". Não teria nada mais criativo pra uma quinta-feira a noite, né? A comédia protagonizada por Luana Piovani e Marco Ricca até arranca boas gargalhadas, mas já deu, não acham? A propósito, o motivo desta nova sessão de filmes é a retirada do seriado "Aline" do ar por motivos de baixa audiência. Entretanto, andei lendo por aí que, em nenhum momento, a série estrelada por Maria Flor ficom atrás de outra emissora. Mas, voltando ao assunto, o cinema brasileiro tem outros grandes nomes que poderiam muito bem ocupar o horário. Outra sugestão, a meu ver, seria a reexibição do especial de fim de ano "Diversão&Cia" que, pelo que soube, foi um sucesso! "Cinema Especial" vai ao ar pela TV Globo, logo após o Big Brother Brasil, nesta quinta-feira.
                
                APLAUSO:
                Quero "aplaudir" com louvor Walcyr Carrasco, um ídolo particular. As chamadas de sua próxima trama, "Morde & Assopra", nos deixam com gostinho de "quero mais". Mas, não foram as chamadas que mais me chamaram a atenção. Na verdade, contribuiram para a minha admiração. Mas, Flávia Alessandra interpretando uma robô com sentimentos me deixou encucado: não seria melhor tem alguém programado para gostar da gente? Walcyr, mais uma vez, surpreendendo. Até debati esse assunto com alguns conhecidos e, realmente, amar um robô seria bem mais fácil. Aliás, está tão difícil amar um ser humano, não é mesmo? A frase que Naomi (a robô interpretada por Flávia) é tão impactante que deixa o telespectador bastante reflexivo e, no meu caso, me deixou emocionado: "Eu sou uma máquina"! "Morde & Assopra" estréia dia 21, substituindo "Ti-Ti-Ti", no horário das 19 horas, na TV Globo. Aguardo ansioso...

Já não é como era

Quando me perguntam do que eu tenho saudade da minha infância, eu relembro de tudo o que vivi, mas destaco as brincadeiras. Hoje, parei e analisei e vejo que o que me faz mais falta é a ingenuidade.  Porque, quando se é criança, não há maldade e tudo o que você fala não tem um valor “moral”. Tudo é visto sob uma ótica que traduz sentimentos verdadeiros, mas que se alteram conforme se dão os acontecimentos.
                Hoje, a tecnologia e a modernidade vêm transpondo todo esse encanto. Pude perceber em algumas crianças que programas de TV não fazem o menor sentido se comparados ao computador. Brincar, correr e pular não tem a mesma preferência e a mesma aceitação que se tinha como antigamente. A máquina fotográfica, então um artigo de luxo, hoje uma necessidade. A agressividade dos desenhos animados ficava apenas no eterno conflito entre o bem e o mal, ao contrário de hoje, em que a violência é característica de todos os personagens.
                Conseqüentemente, essas personalidades vão se moldando e estruturando a pré-adolescência. Um período, a meu ver, perigoso, se não aproveitado de maneira correta. E é aí que eu queria chegar. Tenho certo repúdio por algumas criaturinhas dessa idade que querem expor o que são e o que sentem e, muitas vezes, apelam para estupidez. Vejamos: mal saem de casa sozinhas, já vão se envolvendo com os primeiros que vêem pela frente. Bebem. Mas bebem tanto que chegam a passar mal. Mas bebem mais ainda com o objetivo de, subentendidamente, dizer: Eu me garanto! Bebem também para tirar fotos e expor nas redes sociais para exibirem-se.  Sem falar no autoritarismo e, no principal: a pretensão de querer ser gente grande.
                Convivi, desde pequeno, em minha casa, com pessoas adultas. Isso facilitou para que eu, mesmo com algumas falhas, amadurecesse e construísse minhas opiniões. Entretanto, em momento algum, minha família deixou de me fazer criança. Deu-me toda a liberdade para essa fase – que, é a melhor e, infelizmente, não temos como voltar atrás -, mas também me fez entender que tinha compromissos a serem seguidos. E é nesse ponto que vejo que os pré-adolescentes de hoje estão pecando. Essas atitudes, que, na verdade, são infantis, provam a desestruturação dos pensamentos dessa nova geração.
                Como já mencionei, a única relação ou explicação que tais atitudes, anteriormente citadas, podem ter é o desejo de querer ocupar lugares “proibidos” à eles, ou seja, ter as mesmas vantagens que os adultos ou adolescentes de idades mais avançadas.
                Conclusão: Acredito que cada fase da vida deve ser aproveitada ao máximo, permitindo-se a vivência de novas aventuras, diversões e desafios que, muitas vezes, a própria vida nos apresenta. O que não acho certo é que pulem essas etapas, pois, mais tarde, só restará a saudade e o desejo de voltar ao passado, na intenção de resgatar tudo aquilo que deixou de ser vivido, ou gozar da liberdade e vantagens que cada estágio da vida possui.



ps: devido alguns contratempos tecnológicos ocorridos no decorrer das duas últimas semanas, deixei as publicações. Mas, já estamos na ativa novamente. Espero que gostem, Um abraço...