Feliz Ano Velho!

               
                É com muita alegria que, hoje, eu escrevo o último texto do Tarja Preta do ano. E, como não poderia deixar de ser – o título já remete essa sensação – vamos fazer desse último momento de 2011 nas linhas do blog, um momento de boas lembranças, nostalgia e único, para nos lembrarmos daqui pra frente.
                Nessa época em que muitos estão fazendo o seu balanço final de ganhos e perdas, de erros e acertos, eu não pude deixar de fazer o meu levantamento. Não na ponta da caneta, mas em modo de reflexão. E, no fim das contas, percebi que 2011 foi um ano de muitas felicidades e, a maioria delas, você acompanhou junto comigo. Conheci tantas pessoas incríveis, passei a ter uma casa para chamar de minha e conquistei vitórias que, anos anteriores, me deixavam bastante desanimados por serem tão difíceis de terem seu alvo, finalmente, acertado. Logicamente, o Tarja Preta é um dos responsáveis por fazer do meu 2011 um ano diferente de todos os outros.
                Esse texto já estava no cronograma do blog desde o seu início. E, a princípio, ele se chamaria “2011: o ano do amor” porque, realmente, amei e fui muito amado. A saudade de casa aumentando cada vez mais e, por conta do meu primeiro emprego, tive uma única oportunidade de encontrar meus amigos durante o ano todo. Mas foi pelo amor a todas essas pessoas que eu vivi e não me deixei por derrotado. E, para 2012, vou ter a obrigação de torná-lo melhor do que o ano que agora se finda. Continuar amando e tendo esperanças de que os dias melhores serão a minha maior meta.
                Olha, já vai ser meia-noite! Ergamos um brinde na espera dos primeiros raios de sol desse 2012 que, por enquanto, só engatinha. Não esqueçamos de viver o ano nos seus últimos instantes. Façamos valer a pena um pouco a cada dia. Que venham, por aí, novos desafios, mais diversões e histórias incríveis para serem contadas aos nossos filhos, netos, bisnetos e, quiçá, para o pelotão de descendentes inteiro! Que 2012 venha com muita força, uma força capaz de renovar esperanças, enxugar lágrimas e fazer cada dia um novo dia!
                À você que está lendo esse post nesse momento e que, por acaso ou por fidelidade, acompanhou cada história e cada pensamento neste ano que passou, junto comigo, o meu desejo é que você tenha um Ano Novo repleto de realizações, novas conquistas e um bocado de alegrias para comemorar! Obrigado pela sua companhia, pois é com ela que eu conto para as próximas surpresas que 2012 reserva para o nosso Tarja Preta! E, à você que tornou meu 2011 especial, meu carinho, meu agradecimento e meu único pedido: não me deixe só, porque você me faz muito feliz! Feliz Ano Novo!


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É Natal!


                 Mais uma vez, é Natal. E, ultimamente, natal tem sido uma época do ano muito comovente pra mim. Um período mais que reflexão, de gratidão, de confraternização. Natal tornou-se um momento muito sublime, de emoções contidas virem à tona e deixar se envolver por elas.
Com o passar do tempo, a gente passa a atribuir novos valores pra tudo na vida. E com o Natal, com o MEU Natal, foi assim também. Deixo de esperar pelo Papai Noel me trará um bom presente (o carrinho de controle remoto, o jogo mais moderno, etc.) e passo a ter a certeza que Papai Noel – ou Papai do Céu - ajudará aquele que precisa de um prato de comida, aquele que não tem onde morar e aquele que não tem a quem abraçar.
É triste confessar, mas já não acredito tanto em Papai Noel. E era uma fase muito linda quando acreditava-se, porque a fantasia de criança é capaz de exercer a função mais incrível do ser humano: sonhar. Porque do que é feita a nossa vida, senão de sonhos? Quem é que nunca deixou o sapatinho na janela, a espera de um doce? Quem nunca chorou quando encontrou o bom velhinho? É dessa inocência de criança que, além de formar a fantasia, carrega a esperança de ter um sonho realizado.
À meia-noite deste sábado, quando os sinos da cidade soarem as doze badaladas, enchamos nossos corações com a mesma esperança. Tenhamos a fé de que Jesus está nascendo para salvar o coração daqueles que, por desesperança, tenham se entregado ao léu. Que Deus, com o nascimento de seu filho, Jesus Cristo, abençoe a vida de todos os seus outros filhos, eu e você, que tanto batalhamos durante todo o ano, que passamos por desafios quase invencíveis, nos dando força e saúde para continuarmos nossa missão.
       Que o seu Natal seja rodeado de pessoas queridas e que o verdadeiro espírito de Natal envolva o seu coração e o de sua família, fazendo renascer, dentro de você, a mesma fé de Deus ao nos enviar o nosso Salvador. Feliz Natal!





PS: O Tarja Preta, com muita satisfação, anuncia o seu retorno. Aguarde as próximas emoções! Seja você também mais um membro: basta clicar no link ao lado (Fazer login), preencher os seus dados de alguma rede social e pronto!

COMUNICADO

Queridos leitores!
     É com uma enorme satisfação que torno a escrever para vocês, neste espaço que é só nosso. O comunicado que vos escrevo nesse momento é mais explicativo do que propriamente um comunicado. Quero que saibam que, no decorrer dos últimos meses, estive envolvido com as provas finais do semestre na faculdade a qual curso. É importante esclarecer que, depois desses eventos, tive a infelicidade de um dano atingir meu computador. Por sorte, não perdi os arquivos, mas a utilização do instrumento tornou-se impossível.
     Com alegria, informo-lhes que, muito em breve, estarei novamente à ativa. Com textos prontos, que ainda não foram divulgados e outros que povoam essa mente, cobrindo-a de idéias, o Tarja Preta, nesse momento dá uma pausa - infelizmente. Mas, retornaremos o mais rápido possível para dividirmos muitas opiniões.
      Caso não nos "encontremos" antes do fim do ano, preciso dedicar a minha mensagem. Afinal, 2011 se despede de minha história com a impressão de ter sido um dos melhores anos de minha vida. Tanto profissional quanto pessoalmente, embora não completo em todos os sentidos, recebi muitas alegrias e conquistei sonhos que, talvez, deveriam se prolongar por alguns anos. Dentre esses objetivos, a concretização do Tarja Preta, com toda certeza, está agregando volumosamente o saldo positivo deste ano inesquecível. Espero que as próximas conquistas tenham o sabor delicioso que 2011 trouxe para minha vida e que, assim como eu, você possa encontrar muitas razões para acreditar na possibilidade de um ano novo promissor. Que o seu 2012 seja incrível e que Deus esteja abençoando esses desejos. Obrigado por cada clique que te trouxe até aqui. Contigo contigo para o próximo ano e para as próximas postagens que, se Deus quiser, trarão diversão, informação e entretenimento para todos nós. Um abençoado Natal e que o nascimento de Jesus desperte a alegria da chegada do Salvador. Deus abençoe a todos. Feliz 2012!

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Vaias e Aplausos

             Outubro se despediu deixando, na mídia, vestígios de rompimento de duplas, boatos de gravidez de astro pop e outras fofoquinhas mesquinhas. Novembro chegou e nos traz a certeza das últimas vaias e, com grata surpresa, uma grande atriz teve seu clímax nos últimos capítulos do remake que terminou na semana passada. Confira!
VAIAS:
                O Tarja Preta News, confesso, é que tem me mantido atualizado na rixa entre Globo e Record. Foi num desses cliques que o meu impasse das Vaias foi decretado para essa semana. Dizia, na última vez que o Vaias e Aplausos foi ao ar, que não sabia se deveria vaiar a Globo – por exibir as imagens do PAN sem os créditos à Record – ou a Record – fazendo-se de vítima e insultando a emissora carioca. Mas o que realmente me fez indignar-me com a emissora do bispo Edir Macedo – que tantas e tantas vezes já foi denunciada por fraudes nas igrejas evangélicas, que pecado! – foram duas noticias veiculadas no portal da rede, o R7.com. As manchetes, por si só, traduzem a  briga de egos que tornou-se a concorrência pelo ibope. Lia-se: “A Globo escondeu o Brasil por puro orgulho, diz vice-presidente da Record” e “Jogos Pan-Americanos fazem Globo ter o pior outubro de sua história”. Não preciso nem dizer onde e quem se sentiu mesmo menosprezada com toda essa história, né? Além disso, logo nas primeiras semanas, blogueiros e jornalistas noticiavam a derrota da Record nos índices de audiência que, mesmo com o ritmo de “O Astro” caindo, a Globo ainda era a líder de audiência. Num certo domingo, que não sei dizer qual foi, até Sílvio Santos, com aquele programinha pra idoso de domingo à noite, esteve no páreo pela liderança, assumindo por 11 minutos à frente do dominical “Fantástico”, da Globo. Então, caríssimos, sentem e chorem, porque a grande potência que é a emissora do grupo Roberto Marinho está muito longe de ser abalada por àqueles que até hora extra banem os funcionários. Implantar uma idéia e fazer com que o público passe a acreditar nessas falsas afirmações não é legal, mas, principalmente, antiético. Eu sei que esse assunto vocês dominam com destreza, mas deixa em off?
APLAUSOS:
                O último capítulo de “O Astro” teve lá suas fraquezas - Herculano tinha, praticamente, sete, oito, nove, mil duzentas e quinze vidas -, mas é impossível não citar a performance brilhante de Regina Duarte em suas últimas cenas. A atriz, que foi muito criticada por suas caretas chamadas de “forjadas”, teve seu momento de glória quando, no fim, revelou-se autora do grande mote da teledramaturgia brasileira – que, apesar de não ter tido os mesmos efeitos da primeira versão da história, em 1978 – “Quem matou Salomão Hayalla?”. A bem da verdade, desconfiei desde o primeiro momento que sua personagem, a viúva Clô, era a verdadeira assassina. Regina Duarte, há tempos, estava merecendo um grande destaque na TV. Soube, dias atrás, que a atriz foi, por um bom tempo, afastada das novelas por conta de um depoimento em favor da campanha do, hoje governador de São Paulo, José Serra. A Globo, que sempre esteve ao lado do poder, repudiou a atitude da atriz e achou por conveniente afastá-la de suas produções. Desde Selva de Pedra (1972), um dos primeiros grandes sucessos da emissora, escrito, claro, pela Nossa Senhora das Oito, Janete Clair, até a viúva Porcina, de Roque Santeiro (1985), as três Helenas de Manoel Carlos, a incrível Maria do Carmo, de Rainha da Sucata (1990), a pobre batalhadora Raquel, de Vale Tudo (1988) que a Globo lhe devia um grande destaque. Interpretação excelente, dramas na medida e o sucesso que já era esperado para a atriz. Curiosidade: com o fim de O Astro, a Globo já trabalha no novo projeto: um remake – ou releitura – de Gabriela, cravo e canela, do autor baiano Jorge Amado. Fifis de plantão contam que Walcyr Carrasco, responsável por contar a nova versão da história, faz questão de ter a Gabriela da primeira vez, Sônia Braga, e a diva da vez, Regina Duarte. É esperar para ver.

Pra quando eu morrer

Nunca escondi que meu mais recôndito instinto do meu ser tem uma curiosidade pela morte. Na verdade, sinto um prazer enorme em falar sobre a morte, em saber o que acontece depois que estamos livres disso. Pra quem me conhece bem mais do que essas mal traçadas linhas, sabe que eu mal queria existir. Mas, já que a gente não escolhe, o jeito é encarar e esperar os anos passarem e chegar a minha hora.
                Mas, enquanto esse dia não chega – e não que eu esteja esperando ansiosamente por ele – fico pensando no que acontece assim que fechamos os olhos pela última vez. Imaginar é possível e, por isso, acredito na idéia de que partimos para um segundo plano. A vida nova, a segunda vida que chamam. Lá, podemos, com a ajuda do Pai, observar tudo o que acontece aqui em baixo, avaliar, corrigir e fazer justiça.
                Só que não quero falar de espiritualidade. Minha proposta, hoje, é refletir sobre como será o dia que meu cronômetro zerar. Será que os outros vão rir, chorar ou agradecer por terem se livrado de mim? Será que vou ter realizado tudo aquilo que um dia eu tinha sonhado? Será que alguém preparará alguma homenagem de honras à minha pessoa? E o que é pior: será que alguém se corroerá de arrependimento por não ter aceitado o amor que um dia eu devotei?
                Essas dúvidas são tão traidoras que me corre um calafrio na espinha ao indagá-las. Mas, vou fazer os meus pedidos, já que não sei o que o futuro me reserva.
                Por favor, chorem. Talvez o choro simbolize a melhor expressão de uma perda. Não que eu signifique alguma coisa, mas acho bonito. Até porque, até onde sei, nunca ninguém chorou por minha causa. Nem por ódio nem por alegria. Quando chorar, eu não poderei mais enxugar as suas lágrimas, mas terão outros que farão isso por mim.
                Se eu partir antes dos meus pais, por favor, dêem toda a atenção e solidariedade à eles. Na certa, eles não entenderão o porquê Deus quis me ter por perto dEle. Eles precisarão de qualquer afago e, com certeza, àqueles que forem meus amigos, terão maior consideração por eles...
                Falando em amigos... a gente viveu tanta coisa bonita, né? Pois tenho alguns pedidos à lhes fazer: peguem os meus livros e montem uma pequena biblioteca; nesse mesmo espaço, coloquem uma mesa para estudos e, na decoração, papéis de parede com os meus textos; depois que a cerimônia do meu velório terminar, se reúnam em algum lugar qualquer, mas que represente a nossa história e revejam as nossas fotos, riem, relembrem momentos marcantes que vivemos juntos, dos risos que provoquei, dos temores que causei.
                Aos corações que cativei e aos que se sentiram obrigados a conviver comigo, sinto em ter roubado o tempo de cada um e, por isso, é que minha vontade de nem ter existo é tão grande. Àquelas que tiveram, por algum período, um espaço maior no meu coração: algumas ainda tenho saudade, algumas tenho repugnância, outras ainda nutro um carinho especial; só queria saber, antes de partir, se, no fundo, no fundo, consegui despertar um sentimento de “quase-envolvimento”. Aos que se incomodaram muito com a minha presença, lamento: nem eu tenho culpa de ter nascido.
                E, quanto à mim, sentir-me-ei livre, de uma vez por todas, daquilo que não deveria nem ter acontecido. E, onde quer que eu esteja, sentirei a falta de cada um, mais do que eu já sinto.