Vaias e Aplausos

Nesta quinta-feira, como de costume, vamos ver o que andou sendo manchete nos últimos dias. Afinal, hoje é dia de “Vaias e Aplausos”.
VAIA:

  Sete de abril de dois mil e onze. Um dia que, infelizmente, ficará marcado na história do Brasil. Na manhã de hoje, a escola Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, sofreu um ataque bárbaro de violência, deixando 11 estudantes, com idades entre 12 a 14 anos, mortos. O assassino, Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos e ex-aluno do educandário, entrou no estabelecimento, por volta das 8 horas – portando duas armas de fogo (calibre 38) – após ser reconhecido por uma das professores e dizer que proferiria uma palestra. Em seguida, o monstro invadiu uma sala de aula no primeiro e outra no segundo andar e fez vários disparos, deixando, além das 11 vítimas, no mínimo, 13 feridos. Duas adolescentes baleadas conseguiram escapar e foram em busca de socorro. Próximo do local, foram atendidas pelo sargento do corpo de bombeiros, Márcio Alexandre Alves, seguiu para a escola e atirou contra o bandido, acertando seu abdômen. O covarde, com o tiro, caiu entre o primeiro e o segundo andar do prédio. Em seguida, suicidou-se com um disparo na cabeça. A polícia encontrou, com o bandido uma carta em que este contava que cometeria os crimes, inclusive o suicídio, e explicava os motivos: questões de origem religiosa, doenças (Wellington era soropositivo), entre outros. A presidenta Dilma Rousseff, lamentou o caso profunda e visivelmente emocionada e decretou luto oficial de 3 dias. O massacre foi manchete no mundo inteiro, nos meios de comunicação de grande importância. Agora, acabo de assistir as reportagens do Jornal Nacional e, inevitavelmente, não há como não se emocionar com os relatos de pais, alunos e da comunidade que socorreu as vítimas. O desespero das famílias que tiveram – infelizmente – de experimentar o sabor tão amargo de perder um filho, um neto, é indescritível. A cada depoimento exibido, um arrepio que percorria pelo meu corpo todo. As cenas horríveis que essa tragédia deixou nos cenários em que cruzou, sem dúvidas, será a lembrança de uma vida para as pessoas que participaram dessa situação. Vamos e venhamos, uma vaia é pouco. O que pode ser mais destruidor do que uma tragédia como essas? Às vezes, nos perguntamos se já vimos de tudo na vida e, ao nos depararmos com uma situação como essa, temos a certeza que não. Casos como esse já ocorreram nos Estados Unidos, por exemplo. Mas sempre estamos com o pensamento de que nunca acontecerá conosco. Meus pais sempre me disseram que para morrermos, bastava estarmos vivos. A sociedade nunca estará pronta emocionalmente para confrontar com essas situações e, confesso, eu também. Não está pronta porque não sabe como lidar com elas e não sabe o que fazer nesses momentos. Acredito que por mantermos o pensamento de que nunca acontecerá conosco é que continuam acontecendo crimes como esses. Porque parece que todos se conformaram. Porque todos repudiam, mas ninguém age. Quando crimes como esses acontecem, principalmente com crianças (basta lembrarmos do caso da pequena, doce e terna Isabella Nardoni, ou do querido João Hélio), a indignação é ainda maior, porque crianças são indefesas, não têm a menor condição de postar-se vencedoras e, por isso, os monstros acabam dando prosseguimento à esse tipo de violência. Sem antecedentes criminais, Wellington apenas era notado pela sua discrição, pois não tinha amizades e uma vida extremamente regrada. O Brasil está em luto e, com toda certeza, não sabemos até onde vamos ter casos como esse. Uso as palavras da presidenta Dilma para encerrar a minha indignação: Minha solidariedade, meu profundo pesar, minha incredulidade, revolta e tristeza às famílias dos “pequenos brasileirinhos que perderam a vida tão cedo”.
APLAUSO:
Ø  Na última terça-feira, 05, o SBT colocou no ar mais um “campeão de audiência”. A novela “Amor e Revolução” estreou com sua história baseada nos anos em que o Brasil passou pelo período da Ditadura. Com uma narrativa bem alicerçada, a novela traz nos papéis principais a atriz – e ex-paquita – Graziela Schmit e Cláudio Lins. A verossimilhança de cada cena desperta o encanto ao telespectador, pois é um retrato – quase – fiel de uma época que conta com riqueza a história política do Brasil. As cenas de tortura, entretanto, nos deixam com um certo remorso, uma sensação de que não pode ter acontecido tal feito como esse no Brasil. A novela também tem um grande desafio, pois a época em que ela ocorre trata-se dos anos em que o Brasil se desenvolveu de maneira enfática, tanto nas artes, na moda e, como já disse, na política, principalmente. Ao fim de cada capítulo, ricos depoimentos daqueles que foram torturados pelos militares tornam e equivalem aquilo que foi exposto durante o capítulo. Os detalhes tão interessantes garantem o interesse pela trama. A grande sacada de Tiago Santiago, realmente, tem tudo para dar certo e garantir o sucesso do SBT pelos próximos meses. Como já mencionei, escrita por Tiago Santiago, “Amor e Revolução” é exibida, pelo SBT, de Segunda à Sexta, às 22:15h.

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