Entre os arranha-céus das grandes metrópoles, carros trafegam com um ritmo apressado. Do mesmo jeito, trabalhadores buscam seus lares, todo fim de tarde. Famílias passeiam entre os parques e praças aproveitando os poucos momentos que podem passar juntos. E, no meio de tudo isso, eu: sem carro, saindo do serviço, cansado.
E foi num dia tumultuado como esse que eu pude perceber como é ser pedestre numa cidade grande e as humilhações que estamos expostos e dispostos diariamente. Os carros, sejam eles de qualquer for marca e modelo (do mais sofisticado ao mais modesto), sentem-se tão poderosos que parecem ocupar um espaço elevado numa hierarquia que, a meu ver, nem existe. Digo isso porque, ao atravessar uma rua, em que não há semáforo, são poucos os carros que permitem que nós, os pedestres, atravessemos a faixa de segurança. Além disso, nos dias de chuva, com as poças formadas – ainda mais numa cidade esburacada como Dourados -, a lama torna-se um acessório à nossa vestimenta. Torna-se quase um perigo, pois o zelo e o cuidado para que cheguemos “inteiros” até o destino final passam a ser essenciais no trajeto.
Além desse caos, há o transporte coletivo. Primeiramente, o horário (de hora em hora), depois a superlotação. Tem dias que tem tanta gente que é quase um sufoco. E haja paciência, e dá-lhe força de vontade!
Têm dias que nascem com uma grande potencialidade para serem um grande dia. Mas essas circunstâncias nos deixam tão afoitos que a potencialidade para ser um grande dia, acaba ficando apenas na poesia.
1 comentários:
Formiguinhas em um grande formigueiro!
E se só resta a poesia, que bom! Resta então liberdade pra sair do trilho, que todos nós estamos destinados a percorrer!
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