Desapegar é uma tarefa dolorosa. A menos pra mim, que nunca soube ao certo que remédio tomar. Há os que se contentam com doses e doses de todos os tipos de bebidas (já estão fazendo o câmbio de um coração surrado por um fígado enxuto), os que se prostram, curtem uma fossa e só a lamentação é capaz de aliviar essas dores, ou os que, por acaso ou inteligência, descobrem o que acabo de concluir: uma teoria aplicável a qualquer ser humano, independente de gênero ou idade, credo, raça ou classe social.
Após alguns fatos ocorridos – não necessariamente comigo -, fiquei analisando as ações e comentários que me rodeiam e concluí que não há eficácia maior para curar um mal de amor, um amor mal resolvido, do que um amor novo, do que amar de novo. Você pode até não substituir, imediatamente, mas invertem-se as prioridades. Acredita, piamente, que a nova pessoa a solução para todos os seus “problemas”, que pode dar aquilo que a outra não deu, ser feliz como ainda não foi. Sem contar no estado de êxtase que a paixão nos envolve; é o paladar e o olfato mais aguçados, as cores mais vibrantes, o riso mais livre, desprendido de pudores, enfim... Aquela sensação de bobeira que só apaixonado consegue sentir.
Conheci uma pessoa*, outro dia, que me contou sua história de vida e, como sou fascinado por todo tipo de história, me pus a ouvir. Me disse que namora há anos, mas vive a enfeitar a cabeça de seu parceiro. Mas, entre uma pulada de cerca e outra, uma aspa aqui e outra acolá, o “outro” deu um ultimato: ou acabava com o namorado e ficava, pra sempre, com ele ou não se encontrariam mais daquele dia em diante. Quanto sua decisão, não sei qual foi, mas sei que se optasse pelo “Ricardão”, a brincadeira não teria mais graça. Afinal, é o friozinho na barriga, o correr riscos que impulsiona e esquenta nossos corações, que é o gás da vida. No caso desta pessoa que acabo de mencionar, quando não se há mais formas de recuperar uma relação desgastada com o tempo, traição é uma atitude que me parece muito simpática, embora completamente amoral. Mas, que fique claro: é uma atitude simpática, mas só para si mesmo, ou seja, repudio traição, sou contra, mas uma ciscada em outro terreiro re-fortalece qualquer ego fragilizado.
Um grande clássico da música sertaneja trata da questão sob a mesma ótica que a minha: “a dor do amor é com outro amor que a gente cura” (Boate Azul, da dupla Matogrosso e Mathias), a prova de que, por mais cafona que seja a canção, é uma teoria confiável e, o que é mais curioso: comprovada. Tudo bem, eu tentei, não consegui: comprovada por mim, inclusive, que aprendi a valorizar aquele clichê medíocre que diz que a fila deve andar, que a catraca deve ser seletiva, que figurinha repetida não completa álbum – a não ser que seja premiada.
Pra finalizar, lembro-me de uma citação da obra “Aos meus amigos”, de Maria Adelaide Amaral que traduz o sentido de tudo isso: que, sobretudo, o melhor é a paixão... “O melhor que podia me acontecer neste momento era me apaixonar por você, porque é muito bom estar apaixonada, transar apaixonada, ver as coisas com olhos mais suaves e piedosos, viver todas as emoções à flor da pele, cheirar melhor, ouvir melhor, sentir melhor, acordar pela manhã e gostar de estar vivo, ser extraordinariamente feliz ou infeliz, pouco importa. Não há nada mais inebriante que a paixão”.
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3 comentários:
KENNY, ,mto bacana seu texto!!!ahh sua cara !!!haha!!!adorei ...saudade de vc ,amigo!!! beijo...
PAULA MOCOH
Paaaula, minha queriida! Bacana mesmo é te encontrar por aquii! Obrigado pela surpresa, adorei!
Acompanhe os próximos!!
Beijão, saudades...
nossa vc nem imagina o qto vc ajudou com esse texto rsrsrrsrsr ,valeu primo lindo....saudades
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