Vaias e Aplausos

             Outubro se despediu deixando, na mídia, vestígios de rompimento de duplas, boatos de gravidez de astro pop e outras fofoquinhas mesquinhas. Novembro chegou e nos traz a certeza das últimas vaias e, com grata surpresa, uma grande atriz teve seu clímax nos últimos capítulos do remake que terminou na semana passada. Confira!
VAIAS:
                O Tarja Preta News, confesso, é que tem me mantido atualizado na rixa entre Globo e Record. Foi num desses cliques que o meu impasse das Vaias foi decretado para essa semana. Dizia, na última vez que o Vaias e Aplausos foi ao ar, que não sabia se deveria vaiar a Globo – por exibir as imagens do PAN sem os créditos à Record – ou a Record – fazendo-se de vítima e insultando a emissora carioca. Mas o que realmente me fez indignar-me com a emissora do bispo Edir Macedo – que tantas e tantas vezes já foi denunciada por fraudes nas igrejas evangélicas, que pecado! – foram duas noticias veiculadas no portal da rede, o R7.com. As manchetes, por si só, traduzem a  briga de egos que tornou-se a concorrência pelo ibope. Lia-se: “A Globo escondeu o Brasil por puro orgulho, diz vice-presidente da Record” e “Jogos Pan-Americanos fazem Globo ter o pior outubro de sua história”. Não preciso nem dizer onde e quem se sentiu mesmo menosprezada com toda essa história, né? Além disso, logo nas primeiras semanas, blogueiros e jornalistas noticiavam a derrota da Record nos índices de audiência que, mesmo com o ritmo de “O Astro” caindo, a Globo ainda era a líder de audiência. Num certo domingo, que não sei dizer qual foi, até Sílvio Santos, com aquele programinha pra idoso de domingo à noite, esteve no páreo pela liderança, assumindo por 11 minutos à frente do dominical “Fantástico”, da Globo. Então, caríssimos, sentem e chorem, porque a grande potência que é a emissora do grupo Roberto Marinho está muito longe de ser abalada por àqueles que até hora extra banem os funcionários. Implantar uma idéia e fazer com que o público passe a acreditar nessas falsas afirmações não é legal, mas, principalmente, antiético. Eu sei que esse assunto vocês dominam com destreza, mas deixa em off?
APLAUSOS:
                O último capítulo de “O Astro” teve lá suas fraquezas - Herculano tinha, praticamente, sete, oito, nove, mil duzentas e quinze vidas -, mas é impossível não citar a performance brilhante de Regina Duarte em suas últimas cenas. A atriz, que foi muito criticada por suas caretas chamadas de “forjadas”, teve seu momento de glória quando, no fim, revelou-se autora do grande mote da teledramaturgia brasileira – que, apesar de não ter tido os mesmos efeitos da primeira versão da história, em 1978 – “Quem matou Salomão Hayalla?”. A bem da verdade, desconfiei desde o primeiro momento que sua personagem, a viúva Clô, era a verdadeira assassina. Regina Duarte, há tempos, estava merecendo um grande destaque na TV. Soube, dias atrás, que a atriz foi, por um bom tempo, afastada das novelas por conta de um depoimento em favor da campanha do, hoje governador de São Paulo, José Serra. A Globo, que sempre esteve ao lado do poder, repudiou a atitude da atriz e achou por conveniente afastá-la de suas produções. Desde Selva de Pedra (1972), um dos primeiros grandes sucessos da emissora, escrito, claro, pela Nossa Senhora das Oito, Janete Clair, até a viúva Porcina, de Roque Santeiro (1985), as três Helenas de Manoel Carlos, a incrível Maria do Carmo, de Rainha da Sucata (1990), a pobre batalhadora Raquel, de Vale Tudo (1988) que a Globo lhe devia um grande destaque. Interpretação excelente, dramas na medida e o sucesso que já era esperado para a atriz. Curiosidade: com o fim de O Astro, a Globo já trabalha no novo projeto: um remake – ou releitura – de Gabriela, cravo e canela, do autor baiano Jorge Amado. Fifis de plantão contam que Walcyr Carrasco, responsável por contar a nova versão da história, faz questão de ter a Gabriela da primeira vez, Sônia Braga, e a diva da vez, Regina Duarte. É esperar para ver.

Pra quando eu morrer

Nunca escondi que meu mais recôndito instinto do meu ser tem uma curiosidade pela morte. Na verdade, sinto um prazer enorme em falar sobre a morte, em saber o que acontece depois que estamos livres disso. Pra quem me conhece bem mais do que essas mal traçadas linhas, sabe que eu mal queria existir. Mas, já que a gente não escolhe, o jeito é encarar e esperar os anos passarem e chegar a minha hora.
                Mas, enquanto esse dia não chega – e não que eu esteja esperando ansiosamente por ele – fico pensando no que acontece assim que fechamos os olhos pela última vez. Imaginar é possível e, por isso, acredito na idéia de que partimos para um segundo plano. A vida nova, a segunda vida que chamam. Lá, podemos, com a ajuda do Pai, observar tudo o que acontece aqui em baixo, avaliar, corrigir e fazer justiça.
                Só que não quero falar de espiritualidade. Minha proposta, hoje, é refletir sobre como será o dia que meu cronômetro zerar. Será que os outros vão rir, chorar ou agradecer por terem se livrado de mim? Será que vou ter realizado tudo aquilo que um dia eu tinha sonhado? Será que alguém preparará alguma homenagem de honras à minha pessoa? E o que é pior: será que alguém se corroerá de arrependimento por não ter aceitado o amor que um dia eu devotei?
                Essas dúvidas são tão traidoras que me corre um calafrio na espinha ao indagá-las. Mas, vou fazer os meus pedidos, já que não sei o que o futuro me reserva.
                Por favor, chorem. Talvez o choro simbolize a melhor expressão de uma perda. Não que eu signifique alguma coisa, mas acho bonito. Até porque, até onde sei, nunca ninguém chorou por minha causa. Nem por ódio nem por alegria. Quando chorar, eu não poderei mais enxugar as suas lágrimas, mas terão outros que farão isso por mim.
                Se eu partir antes dos meus pais, por favor, dêem toda a atenção e solidariedade à eles. Na certa, eles não entenderão o porquê Deus quis me ter por perto dEle. Eles precisarão de qualquer afago e, com certeza, àqueles que forem meus amigos, terão maior consideração por eles...
                Falando em amigos... a gente viveu tanta coisa bonita, né? Pois tenho alguns pedidos à lhes fazer: peguem os meus livros e montem uma pequena biblioteca; nesse mesmo espaço, coloquem uma mesa para estudos e, na decoração, papéis de parede com os meus textos; depois que a cerimônia do meu velório terminar, se reúnam em algum lugar qualquer, mas que represente a nossa história e revejam as nossas fotos, riem, relembrem momentos marcantes que vivemos juntos, dos risos que provoquei, dos temores que causei.
                Aos corações que cativei e aos que se sentiram obrigados a conviver comigo, sinto em ter roubado o tempo de cada um e, por isso, é que minha vontade de nem ter existo é tão grande. Àquelas que tiveram, por algum período, um espaço maior no meu coração: algumas ainda tenho saudade, algumas tenho repugnância, outras ainda nutro um carinho especial; só queria saber, antes de partir, se, no fundo, no fundo, consegui despertar um sentimento de “quase-envolvimento”. Aos que se incomodaram muito com a minha presença, lamento: nem eu tenho culpa de ter nascido.
                E, quanto à mim, sentir-me-ei livre, de uma vez por todas, daquilo que não deveria nem ter acontecido. E, onde quer que eu esteja, sentirei a falta de cada um, mais do que eu já sinto.

Vaias e Aplausos

Nesta quinta-feira, fortes emoções são reservadas pro Vaias e Aplausos. Confira!

VAIAS:
                Na verdade, mesmo, não sei de qual emissora eu me envergonho. Acontece que, com a detenção dos direitos de exibição dos jogos Pan-Americanos, a Record acaba sendo a única emissora aberta que disponibiliza as imagens. Segundo os fofoqueiros de plantão, a TV Globo acabou “pirateando” algumas imagens e acabou divulgando em seu principal telejornal, o “Jornal Nacional”. Essa guerra pela liderança é até inteligente, merece consideração, mas apelar é triste. Vencer pelo jogo sujo é desonesto! Mas, aí, a Record – que adora um barraco e se fazer de coitadinha – divulga, em seu portal (R7.com), uma reportagem esclarecendo os fatos. E, claro, colocando-se na posição de vítima. Segundo informa a nota, a emissora do bispo teria enviado um comunicado às demais emissoras que disponibilizaria as imagens, contanto que a logomarca da mesma fosse mantida e a frase “imagens cedidas pela Rede Record” acrescida. Barracos à parte, é vergonhoso – tanto pra uma quanto outra – ver essa baixaria que tornou-se uma incrível batalha-a-qualquer-custo. Vaias para a Globo, vaias para a Record. A seguir, você confere a matéria que foi veiculada pelo R7.com e pode tirar suas próprias conclusões: http://rederecord.r7.com/pan-guadalajara-2011/noticias/rede-globo-usa-imagens-dos-jogos-pan-americanos-sem-autorizacao.html

APLAUSOS:
                Estreou na última segunda-feira a nova novela das sete da TV Globo: “Aquele Beijo”. Superando expectativas, a trama de Miguel Falabella trouxe um novo conceito para a teledramaturgia: uma história narrada – e pelo próprio autor -. A novela conta a história de Cláudia, interpretada por Giovanna Antonelli – e já pode-se considerar uma de suas melhores atuações -, tem o sonho de casar-se. Porém, seu namorado – o  novato Victor Pecoraro (que, por incrível que parece, não deixou a desejar) -, Rubinho, não quer saber de compromisso com a moça. Desiludida, Cláudia vai para a Colômbia e, antes de embarcar, conhece o advogado Vicente (Ricardo Pereira) que, coincidentemente, também está de viagem para a Colômbia tentar impedir o casamento de Lucena, personagem de Grazi Massafera, sua ex-namorada que o deixou por sua determinação quanto aos estudos. Um elenco “duvidoso”, mas que contém grandes nomes: Claudia Jimennez, Herson Capri, Diogo Vilela, Fernanda Souza, Fiuk, Luís Salem, Sheron Menezes. Destaco minhas preferidas: Marília Pêra, que está elegante no papel da empresária e proprietária da loja Comprare, e Bruna Marquezine, como a linda Belezinha – uma aspirante à miss, por vontade da mãe -. O próprio título é tão sugestivo que já prende o telespectador. Além de lindo, é chamativo e irreverente! A abertura é um xodó à parte: cenas clássicas de beijos inesquecíveis da teledramaturgia brasileira compõem uma deliciosa vinheta ao som de “Garota de Ipanema” nas vozes de Daniel Jobim e, pasmem, Xuxa. Surpreendi-me, confesso, pois as duas últimas tramas de Falabella não renderam o sucesso esperado. “A lua me disse” foi até “boazinha”. “Negócio da China”, por sua vez, teve de ser encurtada às pressas para que se recuperasse os índices de ibope que foram perdidos. Na estréia, “Aquele Beijo” marcou 34 pontos no ibope, índice que não se obtinha desde os últimos 4 anos, desde a estréia de “Sete Pecados”, de Walcyr Carrasco. Espero que, realmente, Miguel Falabella tenha encontrado o peso certo das mãos para depositar todo seu espírito criativo para compor essa nova trama que tem envolvido os telespectadores. Ocupando o horário deixado por “Morde&Assopra”, às 19 horas, “Aquele Beijo” é escrita, como já mencionado anteriormente, por Miguel Falabella e é exibida pela TV Globo de segunda à sábado.

Confissões de um consumista pobre

O olhar arregala. As mãos suam. Você começa a tremer. Seu coração parece sair pela boca. Mas, basta ver aquela plaquinha com o dizer “PROMOÇÃO”, que você começa a agir como a descrição acima mencionada.
                 Então, você dá uma conferida no material – antes mesmo da conferida na carteira – e a coceirinha se junta ao suor da mão. Impulsivamente, você entra na loja e, quando se dá conta, já está com os braços cheios de cabides. A atendente se dirige até você e pergunta se está precisando de sua ajuda. Você, que mal sabe porque veio parar ali, só consegue responder: “Obrigado, mas só estou dando uma olhadinha!” e sorri um sorriso amarelo.
                Pode até ter um pouco de bom gosto, mas grana mesmo, você não tem é nada! Mas não se contenta, sem antes, no mínimo, ir para o provador e se ver usando as peças por 15 segundos. É quase a história da Cinderela: depois da meia-noite, tudo volta o seu estado normal.
                Ao sair do provador, a atendente vai querer saber se alguma lhe serviu, se alguma deu certo. É óbvio que deu, que você gostou de todas. Se você sabe que não terá condições de levar, dirá: “Deu certo, mas eu preciso dar um pulo logo ali e, na volta, eu passo pra levar” e não volta nunca mais, até o tempo de esquecerem que você esteve ali. Entretanto, se com alguns reajustes no orçamento, você decide por levar, a moça – ou o rapaz, sei lá – vai saber só de olhar no seu rosto.
                A maior preocupação de um consumista pobre é chegar até o caixa e ver seu carrinho se esvaziar com alguns itens sendo deixado de lado devido o aumento dos dígitos do valor a ser pago. Pior ainda: quando o cartão rejeita a efetivação do pagamento. Nesse momento, você sua um pouco além do esperado. É um suor frio que desce de sua testa e gela seu corpo inteiro. Então, você olha pro alto, esperando vir uma idéia que lhe tire daquela situação um tanto constrangedora. Você pensa em fazer alguns remanejamentos na divisão da compra (tanto à vista, tanto no débito e o restante no crédito), mas sua situação poderia ser pior e você passaria por um vexame ainda maior, já que a fila atrás de você, além de impaciente, está dando voltas dentro dos corredores do estabelecimento. Seu olhar, ainda no alto, perdido na imensidão de seus pensamentos, começa a sentir a presença de um objeto fixado à parede daquele lugar. E tudo parece uma cena clássica de um filme de Hollywood com aquelas trocas de olhares de primeiro encontro que até o vento esvoaça seu cabelo e entra um música apaixonada. E você lê: “Até 15 vezes sem juros”. É o fim de um dilema!
         Você sai de lá com o peito estufado e com as mãos cheias de sacolas, se sentindo o “Todo Podero$o”. Com um sorriso no rosto, vai embora. Afinal, ninguém precisa saber o valor das parcelas, o número delas e se era liquidação ou não. O fato é que você se sente bem e isso não há valor que pague, não tem preço.

Minha síndrome de Peter Pan

arquivo pessoal
                 Não, não entrei em crise. Até porque eu vivo em crise – haha. Apenas comecei a considerar justa a idéia de que não deveríamos crescer. Pra que, se a vida de criança é tão gostosa? Logo que eu comecei a escrever pro Tarja Preta, postei um texto em que desprezava as crianças que gostavam de aparecer como adultas. E, é com esse espírito que discorro, agora, sobre o arrependimento que sinto por não ter aproveitado mais esta fase tão rica, marcada por inocência e liberdade desconhecida por quem a vive.
                A bem da verdade, a idéia de escrever sobre a infância surgiu enquanto eu assistia uma menininha brincar. Além de toda diversão, pude perceber que criança, quando brinca, não desfaz o outro pelo que é: simplesmente, desfruta-se da companhia e, juntos, compartilham uma imaginação tão criativa, capaz de expressar seus maiores desejos. Foi assistindo esta criança brincar que percebi que, enquanto somos criança, vivemos tão livres que não nos importamos com as sujeiras que nos encontramos no fim das brincadeiras ou o quanto nos lambuzamos ao devorar aquele cachorro-quente.
                Ser criança é tão bom que você pode dizer aquilo que você pensa sem precisar se preocupar com as conseqüências. Pior é que ainda há os que acham bonito tanta sinceridade. Na verdade, não sei por que perdemos isso no decorrer da nossa existência. Talvez seja por isso que seja difícil se acreditar no ser humano nos dias de hoje.
                PC Siqueira, internauta famoso, conhecido por ter opinião sobre tudo, disse, certa vez, que, quando se é criança, somos tão inocentes a ponto de acreditar que ser adulto é legal. Realmente, uma utopia das grandes. Não há nada melhor que ser criança, viver num mundo mais colorido, com mais diversões do que obrigações, com menos responsabilidade, onde todos te querem bem, te protegem e riem das suas piadas, mesmo não tendo a menor graça.
                Eu assumo. Bato no peito – com convicção – e assumo: queria ser criança outra vez. Só mais uma vez – e pra sempre! É um tempo fantástico, em que sua maior preocupação é escolher o desenho que irá assistir, depois de acordar lá pelas dez da manhã. Um estágio da vida em que os únicos obstáculos a serem vencidos são do Mário Bros. Queria ser criança de novo, ter tempo para admirar as ondas formadas no laguinho depois de uma pedra lançada, de brincar com um barquinho de papel, acreditar que, por trás do arco-íris deve existir a felicidade. Dentre as coisas tangíveis, as sentidas: crer que Deus existe, que as pessoas são confiáveis e que o mundo é justo.
                Ser adulto é uma merda! Você vive rodeado de preocupações, contas a pagar, explicações a dar. Priva-se de tudo aquilo que é simples, que te faz bem e só não faz por medo do que os outros vão pensar. Há tanta fofoca, doenças e más notícias que se torna difícil manter intacta a inocência e a pureza de quando se é criança.
                Outra citação que, apesar de desconhecer a autoria, admiro muito, é aquela: “Queria ser criança de novo. Joelhos machucados curam-se bem mais rápidos do que corações partidos”. Afinal, na infância, é tão mais simples se curar os feridos. Nada que um bom curativo não resolva. Agora, quando a dor é do coração, não há remédio que resolva! Mágoas de criança também passam mais rápido. Nada que um pirulito pra comprar a confiança do outro – haha. E, se é mal de amor, tem a vantagem de, a cada semana, ter um amor novo, sentir aquela sensação de apaixonadinho todo dia, toda hora.
                A maior injustiça do mundo é de não termos a chance de escolher ser o que o destino, simplesmente, nos impõe. Eu não gostei de ter crescido, apesar de, nesse tempo, ter aprendido muita coisa e ter vivido muitas alegrias. Mas, honestamente? Ser criança me completaria de uma forma bastante plena. Teria meus pais por perto, não me preocuparia com cobranças e exigências e, sobretudo, seria feliz.
                Ei, Papai do céu, me transporta praquele tempo bom, de novo? Só pra eu não precisar ficar remoendo essa saudade e alimentar essa nostalgia? Pra que eu brinque, me suje, me divirta, não esconda o que eu penso dos outros e, principalmente, que eu não tenha as preocupações que têm povoado a minha – precocemente desgastada – cabeça. Por favor, por favor?